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VIAGEM QUASE EM PÉ?

Novo modelo de assento promete baratear passagens aéreas, mas gera polêmica

18 setembro 2025 - 08h57Por Da Redação

De tempos em tempos, companhias aéreas lançam ideias criativas — e polêmicas — para cortar despesas. A mais recente aposta é ressuscitar um conceito ousado: permitir que passageiros viagem praticamente em pé, em assentos que lembram bancos de bicicleta.

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CONCEITO ANTIGO, INTERESSE RENOVADO

A proposta não é nova. Michael O’Leary, CEO da Ryanair, já havia defendido o modelo há mais de uma década. O projeto ganhou força em 2018, com o lançamento do assento Skyrider 2.0, desenvolvido pela fabricante italiana Aviointeriors.

O design, que mantém o viajante quase de pé, poderia aumentar a capacidade de aeronaves em até 20%. A ideia atrai principalmente companhias aéreas de baixo custo, que buscam ampliar o número de passageiros transportados em voos curtos.

VOOS MAIS BARATOS, CONFORTO REDUZIDO

Segundo as empresas, a novidade ajudaria a baratear passagens, sobretudo em trajetos de até duas horas. O argumento é semelhante ao transporte coletivo urbano: como em ônibus ou metrôs, o passageiro abriria mão de conforto em troca de tarifas mais acessíveis.

Ainda assim, especialistas levantam dúvidas sobre a viabilidade. Entre as principais críticas estão o desconforto, os possíveis impactos à saúde e a segurança em casos de turbulência ou evacuação de emergência.

REGULAMENTAÇÃO E SEGURANÇA

A Aviointeriors afirma que o Skyrider 2.0 atende às normas internacionais e só seria aplicado em rotas específicas. Porém, entidades ligadas à aviação seguem questionando se o modelo garantiria a mesma proteção de assentos convencionais em situações de risco.

IMPLEMENTAÇÃO A PARTIR DE 2026

Apesar da polêmica, o setor já projeta a estreia da novidade. A previsão é de que os primeiros voos com assentos “em pé” comecem a operar a partir de 2026, caso recebam aprovação regulatória.