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CASO MASTER

PF abre inquérito para investigar suspeita de gestão fraudulenta no BRB

03 fevereiro 2026 - 10h46Por Da Redação

A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades na atuação do Banco de Brasília (BRB) em operações financeiras envolvendo o Banco Master, instituição privada que teve a liquidação decretada pelo Banco Central em novembro.

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A investigação mira indícios de gestão fraudulenta em transações realizadas no contexto da tentativa de aquisição do Master pelo banco público, controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

OPERAÇÕES BILIONÁRIAS SOB INVESTIGAÇÃO

As apurações se concentram na compra, pelo BRB, de carteiras de crédito sem garantias e que sequer pertenciam formalmente ao Banco Master.

Segundo as investigações, o banco público desembolsou cerca de R$ 12 bilhões nessas operações, com prejuízo estimado em até R$ 5 bilhões.

FALHAS NA GOVERNANÇA E ANÁLISE DE RISCO

A Polícia Federal apura se houve falhas nos mecanismos internos de governança, análise de risco e aprovação das operações dentro do BRB.

As transações ocorreram no mesmo período em que o banco tentou adquirir parte significativa do Banco Master, proposta que acabou barrada pelo Banco Central ao longo de 2025, após avaliação dos riscos envolvidos.

CDBS E ATIVOS CONSIDERADOS INEXISTENTES

No centro do caso também estão operações relacionadas à emissão de certificados de depósito bancário (CDBs) pelo Banco Master.

De acordo com a Polícia Federal e o Banco Central, a instituição emitiu cerca de R$ 50 bilhões em CDBs com rendimentos acima do mercado, sem comprovação de liquidez suficiente.

Parte dos recursos teria sido aplicada em ativos considerados inexistentes, por meio da compra de créditos da empresa Tirreno. Esses ativos foram posteriormente vendidos ao BRB, que pagou cerca de R$ 12,2 bilhões sem documentação adequada.

AFASTAMENTO DA DIRETORIA E LIQUIDAÇÃO DO BANCO

Em novembro, uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público resultou no afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi posteriormente demitido.

O Banco Central decidiu liquidar o Banco Master após identificar elevado custo de captação e forte exposição a investimentos de alto risco, com juros muito acima do padrão de mercado.

ENCONTROS COM O CONTROLADOR

Nas últimas semanas, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, afirmou que se reuniu ao menos quatro vezes, entre 2024 e 2025, com o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Segundo o governador, os encontros não trataram da tentativa de compra da instituição pelo BRB.