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INVESTIGAÇÃO EM SP

Sobe para seis o número de alunos com sinais de intoxicação após aula de natação

11 fevereiro 2026 - 07h51Por Da Redação

Subiu para seis o número de alunos com sinais de intoxicação após uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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O caso veio à tona após a morte da professora de natação Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que passou mal ao sair da aula no último sábado (7) e morreu horas depois no Hospital Santa Helena, em Santo André.

A principal suspeita é de que a manipulação de produtos químicos para limpeza da piscina, realizada em área próxima aos alunos, tenha provocado a intoxicação. O local é fechado e possui pouca ventilação, o que pode ter potencializado a inalação dos gases.

VÍTIMAS ESTÃO INTERNADAS EM ESTADO GRAVE

Além da professora que morreu, outras cinco pessoas precisaram de atendimento médico. Entre elas está Vinicius de Oliveira, marido de Juliana, que permanece internado em estado grave na UTI com insuficiência respiratória.

Também estão em estado grave um adolescente de 14 anos e uma aluna de 29 anos, ambos internados na UTI após apresentarem náuseas, vômitos, diarreia e dificuldade para respirar. Um quarto aluno está internado em leito comum. Sobre a quinta vítima, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde.

FUNCIONÁRIO FOI FLAGRADO MANIPULANDO PRODUTOS

Testemunhas e imagens de câmeras de segurança mostram um homem manuseando um balde com produtos químicos ao lado da piscina enquanto alunos ainda estavam dentro da água.

De acordo com a polícia, ele teria deixado a mistura próxima à borda aguardando o fim da aula para despejá-la na piscina, que apresentava aspecto turvo no momento do ocorrido.

ACADEMIA É INTERDITADA E NÃO TINHA ALVARÁ

A unidade foi interditada e lacrada pela Vigilância Sanitária e pela Subprefeitura da Vila Prudente. O local não possuía alvará de funcionamento, apresentava instalações elétricas precárias e operava com dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço.

RECLAMAÇÕES ANTIGAS INDICAM PROBLEMAS

Relatos de mães de ex-alunos apontam que crianças já apresentavam problemas respiratórios desde abril de 2024, associados ao forte cheiro de produtos químicos na piscina.

Uma das mães afirmou que o maiô da filha chegou a desbotar completamente após uma aula e descreveu o odor como “insuportável” e “ácido”. Outra relatou que o filho desenvolveu crises de tosse e bronquiolite, o que levou ao cancelamento da matrícula.

INVESTIGAÇÃO BUSCA RESPONSÁVEIS

A polícia ainda procura o homem que aparece nos vídeos manipulando os produtos químicos. Amostras da substância foram apreendidas, mas a composição e a proporção da mistura ainda não foram identificadas.

As causas da morte de Juliana dependem da conclusão dos laudos periciais e necroscópicos. A polícia também apura possível omissão de socorro, já que os responsáveis fecharam o local sem comunicar imediatamente as autoridades. O caso é investigado pelo 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.