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TOCANTINS 33 ANOS

Consolidação do Estado proporciona crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal em mais de 100%

08 outubro 2021 - 09h17Por Ascom

Melhorar a qualidade de vida tocantinense é um sonho que transcende gerações, desde aqueles que por aqui habitavam no então esquecido norte goiano até os mais de 1,6 milhão que tem orgulho de fazer parte deste chão nos dias atuais. Sonho que vem se tornando realidade conforme o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), cuja última divulgação ocorreu em 2017. Numa comparação entre os anos de 1991 a 2017, já é possível visualizar o quanto o Estado cresceu, ao longo dos seus 33 anos de criação, em termos de IDHM, saltando de 0,369 (muito baixo) para 0,743 (alto). 

“Eu sempre digo que o Tocantins é terra de grandes oportunidades em várias áreas. Essa evolução no IDH mostra o quanto os benefícios têm chegado a nossa população, contribuindo para a qualidade de vida do cidadão. Quem conheceu essa região antes da criação do Estado sabe bem como era a realidade aqui, e, hoje, quando contempla esse novo Tocantins vê o quanto evoluímos. E, no que depender desta gestão, podem estar certos de que estamos desenvolvendo programas com duração de médio e longo prazos, pensando nas próximas gerações. Cada ação busca atrair investidores para gerar mais emprego, renda e qualidade de vida para nossa gente. Os números dos próximos 33 anos serão ainda melhores. O Tocantins certamente vai estar entre os estados com o melhor índice de qualidade de vida e de desenvolvimento humano”, enfatiza o governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse.

O que é IDHM

O IDHM é elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e com a Fundação João Pinheiro. O IDHM é um índice composto por três das mais importantes áreas do desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). Os dados utilizados são os do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o cálculo, utiliza-se uma escala de 0 a 1 com as seguintes definições: de 0 a 0,499 é considerado como muito baixo; de 0,500 a 0,599, baixo; de 0,600 a 0,699, médio; de 0,700 a 0,799, alto; e por fim, de 0,800 a 1, muito alto. Assim, o IDHM de 0,743 alcançado pelo Tocantins é considerado alto e coloca o Estado na posição de 12º no ranking nacional, sendo o segundo melhor resultado na região Norte, atrás apenas de Roraima que alcançou o IDHM de 0,752, ocupando a 11ª posição no ranking. Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina figuram em 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente com os seguintes índices: 0,850, 0,826 e 0,808.

Individualmente, o Tocantins alcançou o índice de 0,811 (muito alto) no indicador Longevidade, de 0,727 (alto), em Educação, e de 0,696 (médio), em Renda.

Longevidade

Em termos de longevidade, a esperança de vida do tocantinense ao nascer saltou de 60,32 em 1991 para 73,65 anos em 2017. A esperança de vida ao nascer é o indicador que compõe a dimensão Longevidade do IDHM e faz referência ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 – Saúde e Bem-estar.  

Educação

Já o IDHM Educação saltou de 0,155 em 1991 para 0,727 em 2017. O IDHM Educação faz referência ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 – Educação de Qualidade. O índice é composto por cinco indicadores, sendo que quatro deles se referem ao fluxo escolar de crianças e jovens e o quinto indicador refere-se à escolaridade da população adulta. 

No Tocantins, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola era de 97,52%, em 2017; de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental de 93,60%; a de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo era de 70,01%; e a de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo era de 55,02%. Em 1991 esses mesmos índices correspondiam, respectivamente, a 28,32%, 17,67%, 8,60%, e 5,11%.

Renda

A renda per capita mensal em 2017 era de R$ 607,91. Em comparação com os demais anos em que a pesquisa foi realizada, temos o seguinte cenário: renda de R$ 243,51 em 1991; R$ 344,41 em 2000; R$ 586,62 em 2010; e R$ 577,64 em 2016.

Quanto à proporção de pessoas extremamente pobres, ou seja, com renda per capita inferior a R$ 70 era de 5,12%, em 2017. Já a proporção de pessoas pobres (com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140) era de 12,03%, em 2017. E a proporção de pessoas vulneráveis à pobreza (com renda per capita inferior a R$ 255), era 31,560%, em 2017.

Levando em consideração o Índice de Gini, a desigualdade da renda era de 0,650 em 2000, de 0,600, em 2010, 0,498, em 2016 e 0,505, em 2017. Esse indicador é usado para medir o grau de concentração de renda. Numericamente, varia de 0 a 1, sendo que 0 representa a situação de total igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda, e o valor 1 significa completa desigualdade de renda, ou seja, se uma só pessoa detém toda a renda do lugar.

População

Quanto ao crescimento populacional, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam que em 1970, 18 anos antes da criação do Estado, havia 537.563 pessoas no então norte goiano. Número que saltou para 920.116 pessoas três anos após a criação do Tocantins, e, de acordo com a projeção mais recente do IBGE, em 2021 já somos 1.607.363 tocantinenses.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) feita pelo IBGE em 2017, os homens representam 50,39% da população e as mulheres 49,61%. A PNAD Contínua revela ainda que 75,31% da população se autodeclara negra e 23,69% branca.

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