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RELACIONAMENTO

Entenda como o tipo de pai que você teve influencia na sua vida

03 julho 2021 - 09h21Por Manual do Homem

 A relação entre pai e filho é uma das coisas que mais influenciam na formação de qualquer homem. Seja pelo exemplo, seja pela ausência, muitos de nós usamos consciente ou inconscientemente o que aprendemos com os nossos pais em nossas vidas. E o tipo de pai que o nosso foi diz muito sobre nós.

Apesar de cada história dessas ser única, existem tipos de pais mais ou menos comuns que são estudados há décadas por trabalhos inspirados no da psicóloga americana Diana Baumrind. Essas análises defendem que, dos pais presentes e controladores aos mais relapsos, muitos deles acabam se parecendo uns com os outros na maneira de criar seus filhos.

Veja abaixo alguns desses exemplos e pense que tipo de pai foi o seu. Depois, pense se faz sentido o efeito que essa criação teve na pessoa em quem você se tornou.

O pai ausente

São aqueles que não estiveram física ou emocionalmente presentes na criação. Normalmente, seus filhos (principalmente as filhas) crescem com a necessidade de ter amigos ou companheiros homens e com medo de estar sozinhos (embora muitos sejam).

Em alguns casos, os meninos conseguem usar o exemplo negativo para serem ótimos pais – o jogador de basquete LeBron James já disse em entrevistas que só se considera um bom pai por ter tido um pai ausente. Em outros, dois efeitos de não ter tido um exemplo de comprometimento em casa podem atrapalhar: os filhos acabam virando adultos sem conseguir se comprometer ou vivem procurando pessoas pouco comprometidas para se relacionarem.

O pai democrático

É aquele que equilibra firmeza e gentileza, tentando ouvir o que seus filhos pensam e chegar a um consenso. Filhos criados assim acabam desenvolvendo inteligência emocional e se tornam adultos mais tranquilos, participativos e responsáveis.

Ter um pai democrático desenvolve empatia dentro da família e diminui o risco de apresentar alguma disfunção comportamental ou psicológica na vida adulta. Não à toa os pais assim podem ser difíceis de encontrar.

O pai controlador e autoritário

Aquele que não dá espaço para conversas ou troca de opiniões e controla tudo que acontece na casa. Uma criação sem diálogo pode gerar consequências negativas, com muitos filhos se tornando adultos agressivos, antissociais e mentirosos (que vão aprender mentindo para o pai e levarão isso para a vida).

As filhas mulheres de pais assim acabam crescendo submissas, com medo de se expressarem e dificuldades de assumirem responsabilidades próprias. Tendem a acabar se relacionando com outros homens controladores e machistas.

O pai egocêntrico

É aquele tipo de pai que se coloca em primeiro lugar em qualquer decisão ou discussão. A família acaba vivendo de acordo com os seus interesses e as crianças crescem com dificuldades de demonstrar afeto ou se sentirem amadas.

Crescer assim pode fazer você não acreditar no amor das pessoas com quem se relaciona. Ou, em alguns casos, se interessar em tirar proveito dos companheiros como forma de “dar o troco” no amor não dado pelo pai.

O pai permissivo e amigão

Costuma ser compreensivo, tolerante e afetuoso em excesso. Muitas vezes por vontade de ser um pai melhor, que seus filhos vejam como ele é legal e queiram ser iguais – quase sempre deixando a figura autoritária para a mãe.

Os filhos crescem se sentindo amados e protegidos. Mas os efeitos disso também podem ser negativos. Se a criança cresce sem ouvir “não”, pode ter problemas em entender a responsabilidade da vida adulta – falamos sobre isso quando analisamos os adultos imaturos.

O pai divorciado ou com outra família

Há casos em que os pais acabam se tornando negligentes com os filhos do primeiro relacionamento. Há outros em que viram permissivos ou egocêntricos. E há ainda os que se tornam democráticos ao saírem de casamentos que não os faziam felizes.

Se o ambiente do divórcio é de conflito e ressentimento, contudo, os filhos podem acabar se sentindo em segundo plano e desenvolvendo um vazio físico e amoroso do pai. Em alguns casos isso leva até a um sentimento de culpa pelo fracasso da relação – o que se desdobrará em problemas para se relacionar.

 

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