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Denúncia aponta contaminação no setor Neonatal do Dom Orione: "Mais de 20 profissionais e 8 bebês com Covid"

09 setembro 2020 - 21h20Por Redação

Mais de 20 profissionais que atuam na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal do Hospital e Maternidade Dom Orione (HMDO) em Araguaína, estão infectados pela Covid-19 depois de trabalharem em condições favoráveis à contaminação. É o que afirma uma série de denúncias encaminhadas nesta quarta-feira (09), ao Portal O Norte. 

Colaboradores que preferiram não se identificar, revelaram as condições em que estariam trabalhando mais de 80 profissionais que atuam na UTI Neonatal. "Sempre trabalhamos com máscaras fabricadas no hospital, mas depois de muitas cobranças de uns 2 dias pra cá, passaram a dar 2 máscaras cirúrgicas para cada colaborador só que para um plantão de 12 horas", disse uma delas explicando que o recomendado é que este Equipamento de Proteção Individual (EPI) seja substituído a cada 4 horas. 

A profissional afirma que o setor também atende casos de Covid mas apesar disso, as equipes nunca receberam máscaras N95, que são ideais nessa área de atuação. Ainda de acordo com a denunciante, somente os colaboradores que ficam no setor de Covid dentro da UTI usam a N95 contudo, "Eles recebem uma máscara para ser usada durante 6 dias, isso é um absurdo!", afirmou. 

Bebês Infectados

Outra denunciante que conversou com nossa reportagem relatou que até dois dias atrás, dos 33 bebês que estavam internados no setor, sendo 15 na Neonatal e mais 18 na Uncinco [uma extensão desse setor, onde recém-nascidos mais estabilizados na fase de recuperação continuam sendo monitorados], 8 deles testaram positivo para o novo Coronavírus. 

"Estávamos cuidando desses bebês com o mínimo de proteção de EPIs ", disse a profissional que está afastada de suas funções depois de testar positivo para a doença. 

Corte de Adicionais

"Estamos com mais de 20 profissionais afastados e com certeza tem mais colegas infectados, novos resultados estão sendo aguardados do plantão de hoje", diz uma das denunciantes afirmando que já houve casos de funcionários que se licenciaram por conta da doença e foram surpreendidos com o corte do adicional noturno em seu pagamento por estarem de atestado. "Isso não pode! A exemplo disso temos colegas que trabalham com a gente e atuam no Hospital Municipal e eles nunca tiveram esse adicional cortado por conta de afastamento temporário lá", observa.

Outra reclamação dos funcionários está relacionada ao adicional de insalubridade que, segundo eles, nunca foi recebido. "Estamos aqui trabalhando, colocando nossas vidas em risco e tendo ainda que cobrar algo que é nosso direito? Nunca recebemos!", afirma um trabalhador. 

O outro lado

Diante das denúncias, o Portal O Norte entrou em contato com a assessoria da Maternidade para esclarecimentos sobre a situação e aguarda retorno. 

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