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FRAUDE MILIONÁRIA

Empresas do TO são alvos de operação que investiga adulteração de combustíveis

21 outubro 2020 - 14h31Por Polícia Federal Rodoviária

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) desarticulou uma organização criminosa, que atuava na adulteração de combustível.

De acordo com as investigações, os membros da quadrilha atuavam em sete estados, entre eles o Tocantins. A operação, batizada como Arinna, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (21), pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo, com o apoio da Receita Federal.

A operação, teve como principal objetivo desarticular a organização criminosa atuante em fraudes e adulteração de combustível, alteração de composto químico ARLA, além de realizar importações irregulares do produto nafta, sonegando mais de R$ 538 milhões de reais, em tributos federais.

Informações preliminares, dão conta de que no Estado do Tocantins, existem duas empresas de fachada, além do contador das empresas envolvidas no esquema criminoso. Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Estado. 

Ao todo, cerca de 200 policiais foram empregados para cumprir dezesseis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rondônia e Rio Grande do Sul e Tocantins.

Entenda o caso

A organização criminosa, especializada na adulteração de combustíveis e do composto químico ARLA 32, que de acordo com Código de Trânsito Brasileiro, a alteração deste composto enseja infração grave, além de retenção do veículo para regularização.

O Ministério Público, durante a investigação, observou que o grupo de criminosos fabricavam este produto, o ARLA32. O órgão alerta que tal procedimento ilegal pode causar mais danos ao meio ambiente e danificar o motor do veículo.

Também foi verificado que o grupo importava irregularmente nafta (produto incolor extraído do petróleo e matéria-prima básica para a produção de plástico), sob a justificativa de que o produto seria destinado à fabricação de tintas e vernizes. Porém, as investigações indicaram que esse insumo era misturado à gasolina no processo de adulteração.

Com o apoio da Receita Federal, as investigações chegaram à conclusão de que os criminosos, sonegavam tributos federais, no processo irregular de importação do nafta, e com as multas aduaneiras. O prejuízo causado aos cofres públicos pela organização, agora desarticulada, chegou a quase 538 milhões de reais.

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