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PRECONCEITO RACIAL

Secretaria de Saúde apóia campanha da Unicef contra o racismo na infância

15 abril 2011 - 15h58

A Sesau – Secretaria de Estado da Saúde acredita na campanha nacional, lançada em novembro do ano passado, pelo Unicef – Fundo das Nações Unidades para a Infância, em parceria com a Seppir - e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial que tem como tema central “Por uma infância sem racismo – valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades”.

A campanha faz parte das comemorações dos 60 anos da Organização no Brasil e tem como objetivo a mobilização e envolvimento de todos os seguimentos da sociedade para a necessidade de assegurar a igualdade étnico-racial desde a infância, o que implica valorizar as diferenças, promover a igualdade de tratamento e oportunidades e eliminar todos os tipos de atitudes discriminatórias que exercem efeitos danosos na formação e afirmação da identidade de crianças e adolescentes indígenas, negros e brancos.

De acordo com a Campanha, além de influenciar mudanças de atitude nos mais diversos espaços e ambientes, o intuito é também dar visibilidade sobre o que cada um está fazendo para garantir uma infância sem racismo, o que certamente representa um grande desafio.

Segundo o Secretário de Estado da Saúde, Arnaldo Alves Nunes, o desafio também será assumido pela Sesau ao colocar a temática em discussão entre os diversos pólos e profissionais da rede estadual de Saúde. “O racismo é proibido constitucionalmente e precisamos combater todas as suas formas, sobretudo na infância, quando a criança está em processo de formação e afirmação”, disse Arnaldo, ao falar que o racismo ou qualquer tipo de preconceito, se identificado dentro das Unidades, deve e será combatido com rigor. Ele ressaltou, dentro desse contexto, a importância de construirmos um SUS - Sistema Único de Saúde onde todos são enxergados e tratados com igualdade e “no Tocantins não pode ser diferente”, finalizou.

A Campanha destaca também, que muitas crianças e adolescentes ainda vivem em contextos de desigualdades. Muitas vezes sofrem discriminação no ambiente escolar, nas ruas, nas comunidades onde vivem e até mesmo em instituições públicas e privadas e tudo isso tem uma repercussão profunda no desenvolvimento delas.

Por isso, a importância de se propor uma luta onde todos somos responsáveis pela construção de um país onde as diferenças são valorizadas e as igualdades cultivadas.

Dados da Campanha
Dados do IBGE, divulgados pela Campanha, apontam que no Brasil vivem cerca de 31 milhões de meninas e meninos negros e 170 mil crianças indígenas, o que representa 54,5% de todas as crianças e adolescentes brasileiros. Vinte e seis milhões de crianças e adolescentes brasileiros vivem em famílias pobres e representam 45,6% do total de crianças e adolescentes do país e, desse total, 17 milhões são negros. Entre as crianças brancas, a pobreza atinge 31,9% e entre crianças negras, 56%. O que significa que uma criança negra tem cerca de 70% mais risco de ser pobre do que uma criança branca.

Outros dados apontados revelam que das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 330 mil são negras e 190 mil são brancas, ou seja, uma criança indígena nessa mesma idade tem quase três vezes mais chance de estar fora da escola do que uma criança branca na mesma faixa etária; e uma criança negra na mesma idade tem 30% mais chance de estar fora da escola do que uma criança branca na mesma faixa etária.

10 maneiras de contribuir para uma Infância sem Racismo
1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!

3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura. (Da Secom/TO)


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