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Halum exige explicações sobre o aumento das tarifas de energia elétrica

30 junho 2011 - 11h04

Na tarde dessa quarta-feira (29), o deputado federal César Halum (PPS-TO), foi a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, pedir explicações a respeito do aumento das taxas de energia elétrica do Tocantins, que hoje possui a 2ª maior tarifa (CELTINS), menor apenas do que uma pequena região seca e desabitada de Minas Gerais (EMG) que tem a maior tarifa brasileira.

O Superintendente de Regulação Econômica, Davi Antunes Lima recebeu o parlamentar e explicou o porquê das altas tarifas. “O problema do Tocantins é que existe uma grande rede de energia, com altos custos de distribuição e manutenção. São poucos os consumidores e pouco é o consumo de energia. Em São Paulo (Eletropaulo) a tarifa é menor, pois, se tem uma rede de distribuição grande, mas o consumo e número de consumidores é maior, ou seja, o suficiente para pagar os custos da empresa que atua naquela área”, explicou o superintendente da Aneel.

César Halum, foi incisivo ao dizer que a elevação tarifaria da energia, impede a interiorização do desenvolvimento no Brasil, fazendo com que estados mais pobres, paguem tarifas mais altas. “Não pode o pobre pagar para o rico. Precisamos encontrar um meio (Fundo) que faça esta compensação. A outra saída seria o Governo do Estado reduzir o ICMS (25%), o que é pouco provável, pois o Tocantins se sustenta nas elevadas alíquotas de ICMS dos combustíveis, energia elétrica e telefonia”, asseverou.

De acordo com a tabela da Aneel os Tocantinenses pagam 31% mais caro do que os goianos e 54% mais caro do que os brasilienses. “Exemplificando, em uma conta de R$ 100,00 paga em Brasília, no Tocantins sairia por R$ 154,00. A metodologia utilizada está invertida. Onde se tem o menor IDH (índice de desenvolvimento humano) tem-se a maior tarifa e onde o IDH é maior a tarifa é menor”, disse Halum e concluiu afirmando que o próximo passo será unir-se aos deputados do Maranhão (3ª maior tarifa do Brasil) e ir ao Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão. “Precisamos buscar uma saída. O que não podemos é ficar parado. Enquanto estamos discutindo o problema, os consumidores do estado estão sofrendo pagando uma conta de luz cara e os investimentos urbanos (indústrias) e rurais (projetos de irrigação) estão fugindo do Tocantins pela elevada tarifa de energia elétrica. Não estamos procurando culpados e nem ‘bode expiratório’, estamos procurando a solução”. (Da Assessoria de Imprensa Dep. César Halum)

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