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Em nota, grupo gay tocantinense diz não estar surpreso com pesquisa

28 julho 2011 - 17h57

Em nota enviada a imprensa, o GIAMA -  Grupo Ipê Amarelo pela livre Orientação Sexual , maior ong LGBT do Tocantins informou que não está supresa com a pesquisa do Ibope que revelou que 55% dos brasileiros se declararam contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo, posicionamento este adotado pelo Supremo Tribunal Federal recentemente.

Segundo o presidente da entidade, Renilson Cruz, "a parcela formada por pessoas de menor grau de instrução, de classes sociais mais baixas e de regiões menos desenvolvidas do Brasil, além das fiéis das igrejas evangélicas, são as que têm maior dificuldade para conviver numa sociedade justa onde não exista discriminação de sexo".

O Giama criticou duramente a falta de democratização dos meios de comunicação no Brasil. De acordo com a entidade, se for feita uma pesquisa sobre pena de morte, prisão para usuários de drogas, fim das reservas indígenas, prisão para quem fizer aborto, dentre outros temas polêmicas, se perceberá que maioria da população no Brasil é favorável. Essa postura, conta a nota, seria incentivada e reforçada através dos veículos de mídia, a quem o Estado confere concessões públicas.

A nota conclui afirmando que a pesquisa mostra que "o brasileiro precisa de mais educação e informação de qualidade para que vivamos numa sociedade mais justa e igualitária, onde as diferenças sejam respeitas e o convívio seja pacífico".

Confira, na íntegra, a nota enviada a imprensa pelo GIAMA:


O Grupo Ipê Amarelo pela livre Orientação Sexual não ficou surpreso com o resultado da pesquisa divulgada pelo Ibope que revela que 55% dos brasileiros se declararam contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Para o Giama, a parcela formada por pessoas de menor grau de instrução, de classes sociais mais baixas e de regiões menos desenvolvidas do Brasil, além das fiéis das igrejas evangélicas, são as que têm maior dificuldade para conviver numa sociedade justa onde não exista discriminação de sexo, como previsto pela Constituição.

Se fizermos uma pesquisa sobre pena de morte, prisão para usuários de drogas, fim das reservas indígenas, fim das cotas para negros, fechamento de centros de umbanda e candomblé, prisão para quem fizer aborto, veremos que a maioria da população é favorável. Mas estamos no Século XXI e a dignidade da pessoa humana e as liberdades individuais precisam ser preservadas, sob pena de voltarmos ao regime nazista, onde a maioria era favorável às atrocidades cometidas contra os diferentes.

O Giama entende que a decisão do STF é suprema, Constitucional e preserva os direitos da dignidade da minoria de 10% da população brasileira, que é LGBT. O Giama acha que a falta da democratização dos meios de comunicação e a entrega de concessões públicas de rádios e TVs para igrejas coloca as minorias sociais numa situação desvantajosa. Em relação à alta rejeição por parte do evangélicos, enfatizamos que as Igrejas não querem lutar contra a corrupção, o craque e a miséria. Elas preferem demonizar os homossexuais e tentar acabar com seus direitos e isso é feito 24 horas por dia nos meios de comunicação de massa. Imagine se cada Ong LGBT tivesse uma emissora de Tv e Rádio 24 horas defendendo os direitos de Homossexuais, Negros, Índios, Moradores de Ruas, pessoas com deficiências, mulheres, portadores do HIV, o resultado da pesquisa seria outro.

Por outro lado, a omissão do governo em não fazer políticas públicas eficazes em favor dos direitos humanos transformou o Brasil no país campeão de assassinatos, violência e discriminação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O que os políticos querem é que cidadãos Homossexuais paguem impostos e trabalhem, como se fossem escravos e não tenham nenhum direito civil, como tem os heterossexuais.

Por fim, visto que há mais aceitação entre pessoas com maior grau de instrução, é importante percebermos que essa pesquisa denota que o brasileiro precisa de mais educação e informação de qualidade para que vivamos numa sociedade mais justa e igualitária, onde as diferenças sejam respeitas e o convívio seja pacífico.

Renilson Cruz
Presidente do GIAMA

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