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Confira o ranking das escolas do Tocantins em 2010

12 setembro 2011 - 10h39
Em 2010 o Tocantins ficou abaixo da média nacional no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Enquanto a média nacional foi de 537 pontos o Tocantins obteve 512 pontos. Foram avaliadas 1.872 escolas em todo Estado e as melhores colocações foram para as escolas particulares.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulga hoje (12) as notas de todas as 23,9 mil escolas que participaram do Enem em 2010. No ano passado foram avaliadas 1872 escolas no Tocantins, sendo 1.699 públicas e 173 particulares. Deste total somente 60 escolas obtiveram notas acima da média nacional e 1.812 ficaram com desempenho inferior à média nacional.

Os melhores desempenhos do ano passado foram para as escolas particulares. Dentre as dez que tiveram os melhores desempenhos oito são particulares. O melhor resultado das escolas da rede privada foi obtido pelo colégio Coc de Palmas (677,68 pontos), seguido pelo Centro Educacional de Palmas (648,30 pontos), Colégio Bernardo Sayão de Gurupi (647,87 pontos), Colégio Marista de Palmas (645,67) e Centro Educacional de Gurupi (643,30).

O melhor desempenho da rede pública em 2010 foi para o Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional com 631,63 pontos. Em seguida ficaram o Instituto Federal de Educação de Palmas (603,80 ponto), Instituto Federal de Educação de Araguatins (584,27 pontos), Colégio São Geraldo de Paraíso do Tocantins (577,26 pontos), Colégio Dom Orione de Tocantinopolis (570,94), Colégio Pré Universitário de Araguaina (563,85 pontos) e Centro de Ensino Médio de Gurupi (550,75 pontos).

Nacional
No total, 63% das escolas que participaram do Enem no ano passado ficaram com desempenho inferior à média nacional. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a distância entre os resultados é “intolerável” e precisa ser reduzida. Ele avalia, entretanto, que muitas vezes o baixo desempenho está relacionado não apenas às condições da escola, mas de seu entorno.

“Às vezes, as condições socioeconômicas das famílias explicam muito mais o resultado de uma escola do que o trabalho do professor e do diretor. E, muitas vezes, as escolas são sobrecarregadas com responsabilidades que não são 100% delas. É muito diferente uma escola de um bairro nobre de uma região metropolitana de classe média, cujo investimento por aluno é dez vezes o investimento por aluno da rede pública, de uma escola rural que atende a filhos de lavradores que não tiveram acesso à alfabetização”, pondera o ministro.

Para Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Conselho de Governança do movimento Todos Pela Educação, a ausência de escolas públicas entre as melhores do Enem não é novidade e deriva da desigualdade de acesso a oportunidades educacionais no país.

Esse quadro é um reflexo do próprio apartheid [regime de segregação racial na África do Sul], causado por uma educação que não é oferecida no mesmo patamar a todos desde a alfabetização. As avaliações mostram que essa desigualdade [da qualidade do ensino oferecido por públicas e particulares] começa lá atrás e vai se acentuando ao longo do percurso escolar. O jovem da escola particular chega ao nível de formação e aprendizado esperados quando termina o ensino médio, mas o da escola pública chega com três ou quatro anos de déficit na aprendizagem. A luta é desigual”, avalia.

Os resultados de cada escola estarão disponíveis para consulta na manhã de hoje (12) no site do Inep. (Do Atitude Tocantins com informações da Agência Brasil).

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