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Setembro está três graus mais quente no Tocantins

15 setembro 2011 - 09h49

A temperatura está três graus mais alta este mês em relação a setembro de 2010. Em agosto, o aumento foi de dois graus. Segundo o pesquisador do Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos (Nemet/RH) da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), José Luiz Cabral, uma massa de ar seco e quente estacionou sobre as regiões Centro-oeste e parte da Norte, em particular sobre o Tocantins, e tem incidido na alta temperatura e na queda da umidade relativa do ar. O professor informou que a previsão para Palmas hoje é de umidade abaixo de 20%, com possibilidade de queda para 10%, e temperatura média de 38º, com altas até 45º.

Cabral orientou que para os próximos cinco dias as condições climáticas devem permanecer as mesmas. Ele detalhou que a massa de ar seco sobre o Estado impede a formação de nuvens e as possibilidades de chuva, mas as condições climatológicas de outras regiões irão influenciar essa situação. O pesquisador detalhou que a estiagem no Estado chega a 120 dias e a previsão do início do período chuvoso é na segunda quinzena de outubro, mas entraremos no processo de transição da estiagem a chuva. “As nossas chuvas são oriundas do calor que provoca a evaporação da água e o sol já se aproxima do hemisfério sul, provocará altas temperaturas, que possibilitará o fim da seca”, pontuou.

Conforme o professor, a região do Bico do Papagaio já está fora da zona de emergência, pois as chuvas no Pará já alteraram a influência da massa de ar seco na localidade. “As primeiras chuvas aqui no Tocantins são oriundas da região Amazônica”, analisou. Ele ressaltou que iniciamos este mês com situações de alerta, umidade do ar entre 20 e 12%, para de emergência, umidade abaixo de 12%. Em agosto, o Estado teve uma média de umidade de 36%, já nestes primeiros dias está com 28%. Como exemplo, ele citou que nesta semana Paranã chegou a ter 8% de umidade, Palmas, ontem às 16 horas, chegou a 10%, situação que se agrava com a fumaça.

Saúde
O pneumologista Jesian Aguiar frisou que a umidade ideal para a população em geral é acima de 60%, abaixo desse índice já causa transtornos, principalmente para as pessoas que têm problemas pulmonares, asmáticos e fumantes. O médico alertou que o corpo humano é formado em mais de 70% de água e o pulmão para funcionar utiliza parte desse líquido. “Respiramos o ar seco, isso exige dos pulmões que este ar seja umidificado, como também filtrado. Perdemos água ao fazer esse processo”, exemplificou.

Ele colocou que as pessoas devem evitar atividades físicas no intervalo de 8 às 17 horas e para atenuar a baixa umidade é preciso ingerir muita água. “Um parâmetro que facilita cada pessoa identificar a quantidade ideal de ingestão de água é a coloração da urina, que deve ser clara”, disse. Outra dica é umidificar a casa. Aguiar frisou que as pessoas com problemas respiratórios já devem procurar um médico em caso de leve falta de ar.

O médico afirmou que é precioso atenção com as crianças e idosos, pois sofrem mais com a alteração climática. “Para as crianças com tosse à noite, que pode ser causada pela baixa umidade do ar, deve se lavar o nariz com soro fisiológico”, ensinou. Aguiar disse que aqueles que não têm o produto em casa, poderá fazer uma receita caseira: 200 ml de água e com uma pitada de sal. Ele pontuou que para as crianças com mais de seis meses é preciso intensificar as mamadas e oferecer água à vontade. “Não se deve queimar o lixo e também não varrer ou espanar a casa, deve-se usar pano úmido”, informou. (Jornal do Tocantins)

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