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Presidente do TRE-TO relembra estruturação do Judiciário Tocantinense

23 setembro 2011 - 15h53

A revista Diálogos&Debates da Escola Paulista da Magistratura entrevistou em sua 42ª edição o Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), Desembargador Marco Villas Boas. A matéria lembrou a trajetória de do Desembargador, mineiro de Uberaba, formado pela Faculdade de Direito do Distrito Federal (CEUB) e revisitou a estruturação do Judiciário tocantinense, em suas dificuldades e avanços.

Villas Boas veio para o Tocantins em 1989, após prestar concurso para a magistratura no recém criado estado do Tocantins, iniciando sua carreira na Comarca de Dianópolis. Em trecho da matéria que revisita a história da criação do Tocantins e sua capital, Palmas, o Presidente do TRE-TO lembra das dificuldades da instalação do Judiciário no Tocantins, tendo que lidar com a falta de estrutura e a criminalidade. “Nem máquina de escrever o Judiciário tinha, o primeiro computador comprei com meu dinheiro. Havia, portanto, todos os tipos de deficiências, de mobiliários a prédios. Para ter uma idéia, na Comarca vizinha de Taguatinga, no sudeste do estado, o fórum funcionava onde havia sido um açougue”, lembra.

O magistrado ainda atuou como juiz em Colméia e Porto Nacional. Em 1996 foi promovido por merecimento para Palmas e em 2001 a Desembargador, e eleito, no ano seguinte, Presidente da Corte. A matéria aborda a contribuição de Villas Boas para a modernização da Justiça tocantinense, através da interligação de todas as comarcas com o Tribunal de Justiça. “Fomos o primeiro órgão público do Estado a implantar uma rede de computadores, operando online”, afirma. Segundo a publicação, o Desembargador foi responsável pela instalação de uma nova mentalidade administrativa que é exemplo em todo o país.

Questionado sobre a trajetória e a importância da Escola Superior da Magistratura, Villas Boas afirmou que o magistrado não pode estagnar, nem confiar apenas no seu esforço pessoal se dedicando ao estudo solitário. “É importante essa vivência e essa troca com os demais colegas e com os colegas de outros locais do Brasil, pois é nessa troca de experiência que se abre a possibilidade de participar de pesquisas científicas, debates, ciclos de estudos. Interagir e pensar sempre que a magistratura é nacional” enfatiza.

Marco Villas Boas é atualmente Presidente do TRE-TO, Diretor da Escola Superior de Magistratura Tocantinense (Esmat) e Vice-diretor do Colégio Permanente de Diretores das Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem).

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