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TOCANTINS

"Eduardo Siqueira planeja pelo twitter e em mesas de botecos", diz Costa

08 novembro 2011 - 15h32

O ex-secretário de Segurança Pública e atual suplente de senador João Costa Ribeiro Filho, advogado responsável pela cassação do ex-governador, Marcelo Miranda (PMDB), foi confirmado como pré-candidato a prefeito de Palmas pelo recém-criado Partido Pátria Livre (PPL), durante evento na Câmara de Vereadores. João Costa tem 43 anos, é advogado criminalista e, por muitos anos, trabalhou junto com o governador Siqueira Campos (PSDB).

No encontro político, o PPL anunciou que vai à Justiça contra o programa Nossa Oportunidade, do governo do Estado, por considerá-lo uma forma institucional de comprar votos. Segundo Costa, o programa, que empresta R$ 1.000,00 a qualquer pessoa que more no Tocantins e sem consulta aos órgãos de proteção ao crédito, não é legal. Costa disse que os partidos de oposição não se manifestaram até agora por medo de perder votos, mas ele garantiu que o PPL vai agir. Nesta primeira etapa, o programa vai contemplar 50 mil pessoas.

Durante seu discurso de nove páginas, João Costa fez muitas críticas ao governo estadual, o qual ele deixou em julho deste ano após comandar a Segurança Pública por seis meses. Para o pré-candidato a prefeito, um dos maiores problemas da administração é quem está governando não é o governador Siqueira, mas sim o seu filho e secretário estadual de Planejamento e Modernização da Gestão, Eduardo Siqueira Campos. “Se o Eduardo for candidato em 2014, ele apenas estará concorrendo a reeleição. Siqueira já mostrou que tem competência para governar, o Eduardo, não”, frisou João costa, em entrevista concedida poucos minutos após o seu discurso.

João Costa, no discurso, criticou as dispensas de licitação, a terceirização da administração dos hospitais públicos do Tocantins e, sem citar o nome do secretário Eduardo Siqueira, atacou o uso do microblog twitter como forma de fazer anúncios oficiais. “Enquanto isso, no governo, crescem os espinhos, as urtigas e os cardos que – criados e bem alimentados – se voltam para o povo, contra seu direito de viver melhor. Seu planejamento é feito altas horas da noite pelo twitter, em mesa de botecos ou em reuniões em apartamentos e casas”, explanou.

João Costa também falou de supostos problemas crônicos que estariam impregnados na política do Estado, como o clientelismo político, a compra de votos, a corrupção e o uso da máquina pública em benefício próprio. Ele garantiu que o PPL será totalmente diferente disso.

Questionado sobre os planos para Palmas, João Costa ressaltou que vários problemas que o Tocantins tem se repetem na Capital. Ele se colocou como uma alternativa para as pessoas que não aprovam as administrações do governador Siqueira Campos e do prefeito Raul Filho (PT).

PPL
Segundo o presidente estadual do PPL, Abraão Lima, o partido está presente em 24 municípios do Estado, tendo 12 vereadores, quatro ex-vereadores e o vice-prefeito de Filadélfia, Antônio Rodrigues da Silva. Para 2012, a meta é eleger 30 vereadores e ao menos três prefeitos e quatro vice-prefeitos. O evento do PPL teve a presença do prefeito de Palmas, Raul Filho, e do deputado estadual Wanderlei Barbosa (PSB). (Com informações do Jornal do Tocantins)

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