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Sintras afirma: “Retorno da carga horária de 8 horas é um retrocesso”

06 janeiro 2011 - 11h44

Ao tomar conhecimento da decisão do governador Siqueira Campos (PSDB) de cortar a jornada de seis horas dos servidores do Estado, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintras-To), Manoel Pereira de Miranda, explica que nesse momento não vê a necessidade dos servidores voltar a fazer oito horas diárias, pois até agora, segundo ele, só quem reclamou foram os donos de restaurantes. “Sabemos que é prejudicial a toda categoria mas quem será mais prejudicado serão os servidores que ganham os menores salários, pois além de ter que se alimentar fora, sua família terá quase 50% de sua renda diminuída”.

Para o presidente, as seis horas era uma conquista dos servidores mas também benéfica para o Estado: “Com a economia que o Estado estava fazendo, está provado que a desaceleração e acerelação levam em média 15 minutos no início e término de cada jornada, levando assim em média uma hora por dia e com isso não haverá maior produtividade, sendo que se o trabalho for contínuo a produção tende a melhorar”, justifica Miranda.

A retirada desse direito dos servidores, de acordo com as palavras de Miranda é discriminatório além de ser um retrocesso para todos governo e funcionalismo estadual, principalmente após a redução de carga horária para vários servidores em alguns setores da saúde.

Miranda lembrou ainda que uma de suas lutas tem sido com relação às 30 horas semanais, uma vez que se faz necessária em virtude do stress que acarreta a todos os servidores da saúde.

Segundo ele, a legalização da jornada de trabalho dos trabalhadores na Saúde em 30 horas semanais, foi uma antiga reivindicação da classe, sendo esta uma histórica bandeira de lutas desta entidade e corte da mesma significa retrocesso.

O trabalho no setor Saúde deve ter, por parte dos gestores, um tratamento diferenciado, a conta de suas características próprias. Estes profissionais dedicam-se permanentemente aos cuidados diretos a pacientes acometidos das mais variadas doenças, muitas das quais, infecto-contagiosas” disse o presidente do Sintras.

Vamos recorrer ao governador Siqueira campos para que mantenha esta jornada como esta, pois ela e valorização dos servidores em saúde do Tocantins” pontua Miranda. (Com informações da Ascom Sintras)