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TOCANTINS

Esfaqueada, mulher mente e diz que "caiu em cima de canivete" para tentar livrar marido agressor da cadeia

08 julho 2019 - 11h43

A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da Delegacia de Itacajá, concluiu inquérito que apurava crimes de violência doméstica contra mulher no município.

Conforme foi apurado pela Polícia Civil local, sob o comando da delegada Jeannie Andrade, titular da Delegacia de Itacajá, no dia 21 de março, R. C. J. K. estava fazendo uso de bebida alcoólica em um bar, na companhia de sua esposa, no entanto, a mulher decidiu ir embora mais cedo. Após a chegada em casa, testemunhas ouviram o casal discutindo e a mulher gritando por socorro. Populares socorreram a vítima, que apresentava sangue nas costas, na região das costelas. A mulher também estava com os cabelos cortados de forma desalinhada.

A mulher foi levada até o hospital municipal de Itacajá, mas em razão da gravidade dos ferimentos, foi encaminhada ao ospital Regional de Araguaína, onde então ligou para sua mãe e afirmou que foi agredida por seu marido e que estava no pronto socorro. A família dela, sabendo que ela estava grávida, acionou a polícia rapidamente.

Ao tomar conhecimento dos fatos, a autoridade policial solicitou apoio aos policiais de Araguaína, os quais imediatamente se dirigiram até o hospital para realizar diligências preliminares. O autor já estava no local e, por isso, a vítima passou a negar a violência sofrida, para impedir a prisão em flagrante delito. Ela alegou que caiu em cima de um canivete. Por sua vez, o suspeito afirmou que lesionou a vítima, mas que teria feito apenas uma “brincadeira” com sua esposa.

Mesmo contra a vontade da vítima, e por se tratarem de crimes ocorridos no contexto da violência doméstica e familiar contra a mulher, os fatos foram apurados pela Polícia e confirmados por provas testemunhais e periciais, dentre outras.

Concluído o inquérito, R. C. J. K. foi indiciado pela Polícia Civil em razão da prática dos crimes de lesão corporal e feminicídio tentado.

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