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TOCANTINS

Major alerta sobre riscos que pipas apresentam para aeronaves

27 julho 2019 - 08h46

Uma preocupação que aumenta nesta época das férias é com as pipas. Além de machucar, a brincadeira de criança pode até causar acidentes aéreos sérios e fatais ou comprometer peças importantes para as aeronaves. Os incidentes, apesar de parecerem pequenos, podem deixar uma aeronave indisponível para uso e gerar manutenções preventivas ou corretivas, que geram altos custos para o Estado. Uma linha de pipa, ao se enroscar no rotor do helicóptero, prejudica a segurança do vôo, colocando a tripulação em risco conforme explicou o Major Gustavo Bolentini, supervisor de segurança operacional do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), unidade da Superintendência de Segurança Integrada da Secretaria de Segurança Publica - SSP:

“Temos uma preocupação muito grande nesse período de férias ou feriados prolongados, sempre procuramos orientar os pilotos de vôos para que evitem áreas de grande concentração de pipas, normalmente nas áreas mais periféricas da cidade e em regiões de praias. Recomendamos o vôo acima de 500 pés (150 metros de altura) e atentarem para o posicionamento dos tripulantes que trabalham nas missões policiais e de salvamento para que tenham o cuidado de não deixarem pernas para fora, por exemplo, pois as linhas com cerol ou linha chilena podem causar cortes e lesões, além de todo o problema no próprio helicóptero”.

Segundo o supervisor, o momento crítico para o vôo é quando a equipe precisa fazer alguma manobra que exija que o helicóptero desça em caso de operação ou no momento da decolagem e pouso. “Há poucos dias, em uma operação que estávamos realizado a procura de um idosos que havia desaparecido, deslocamos para o local das buscas, em um dado momento não havíamos percebido a pipa e nos deparamos com ela bem próximo da aeronave, os dois tripulantes também não perceberam,foi um susto para nós e isso é uma situação de alerta”.

 Legislação

De acordo com a lei, as limitações feitas à brincadeira são necessárias devido ao risco que ela traz à integridade física e à vida das pessoas. A legislação restringe a prática da brincadeira para aqueles que utilizarem o cerol ou linha chilena. A venda da linha chilena também entrou na proibição. “Apesar de ser uma cultura, a brincadeira da pipa é perigosa. Soltar pipa não é crime, todavia, utilizar equipamentos que podem lesionar uma pessoa ou causar um acidente aeronáutico é crime, então cabe aos pais, aos professores e à comunidade em geral, orientar as crianças. Existe uma serie de crimes que podem ser enquadrados com uso de cerol ou linha chilena” pontuou o Major Gustavo Bolentini.

CIOPAER

O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) da SSP tem como missão o controle, a operação e a manutenção dos meios aéreos disponíveis no Sistema de Segurança Pública do Estado do Tocantins, em apoio às atividades da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Civil, bem como às Entidades Governamentais e de Defesa Civil.

As operações aéreas compreendem as atividades típicas de polícia administrativa, judiciária, de bombeiros e de defesa civil, tais como: policiamento ostensivo e investigativo; ações de inteligência; apoio ao cumprimento de mandado judicial; controle de tumultos, distúrbios e motins; escoltas e transporte de dignitários, presos, valores, cargas; aeromédico transporte de enfermos e órgãos humanos e resgate; busca, salvamento terrestre e aquático; controle de tráfego rodoviário, ferroviário e urbano; prevenção e combate a incêndios; patrulhamento urbano, rural, ambiental, litorâneos e de fronteiras; e outras operações autorizadas pela Agência Nacional da Aviação Civil - ANAC. 

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