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CHEQUES SEM FUNDO

Polícia prende suspeito de praticar golpes que somam cerca de R$ 170 mil reais

09 agosto 2019 - 08h49

A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC), de Palmas, sob a coordenação da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), com apoio da DEIC-Guaraí e DEIC-Araguaina, deflagrou, nessa quinta-feira, 8, a Operação Montibeller, a qual resultou no cumprimento de mandado de prisão de R.R.S.L. Foram realizados duas buscas residenciais, uma delas na cidade de Guaraí, onde o investigado foi preso, e outra na residência de seu pai, na região Central de Araguaína. Até o momento, as investigações apontaram que os golpes geraram prejuízo de cerca de R$ 170 mil.

A investigação realizada pela Polícia Civil demonstrou que R.R.S.L, em 28 de janeiro de 2017, atuando como sócio de empresa de distribuição e venda de lubrificantes e utilizando um CPF falso, na cidade de Colinas, foi autor de crimes de estelionato com o uso de cheques assinados por "Montibeller" (nome falso que deu nome à operação) e que eram endossadas pelo investigado (R.R.S.L), preposto da empresa, também de fachada. Todavia, com o não pagamento dos cheques, o investigado, que se colocou como uma espécie de fiador se recusou arcar junto aos credores com os compromissos assumidos, afirmando que os mesmos eram de responsabilidade da empresa.

A mesma empresa que arcou com os prejuízos do crime também foi vítima de outro estelionato, porém com cheques de agências bancárias diferentes, mas vinculados à empresa investigada. Acionada na Justiça, a empresa de lubrificantes que emitia os cheques, assim como seus representantes, não foram encontrados. No decorrer das investigações, foi apurado que, na verdade, a empresa constituída por Montibeller fora adquirida em 20 de junho de 2012 com documentos falsos produzidos por R.R.S.L, juntamente com outro falsário, que utilizou o nome de M. A. R., para transferência da propriedade do estabelecimento.

O delegado titular da DEIC Palmas e responsável pela investigação, Wanderson Chaves de Queiroz, explicou que R.R.S.L é investigado em outros inquéritos, inclusive na chamada Operação Prata, que investigava crimes de formação de quadrilha, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato envolvendo altas somas em dinheiro através de empresas de postos de combustíveis, e a sua prisão tem o objetivo de manter a ordem pública, evitando que outras pessoas possam ser vítimas do falsário. As investigações apontaram, inclusive, que a empresa de lubrificantes alvo de investigação na Montibeller possui ainda o mesmo endereço de um dos postos de combustível utilizados para suposta prática de fraudes na Operação Prata.

Além da prisão, a Polícia Civil realizou buscas residenciais, visando à localização de documentos envolvendo as empresas e que podem colaborar com a elucidação do caso. Na oportunidade, os policiais civis também localizaram uma motocicleta, na residência do investigado, que está em nome de outra empresa vítima de fraude.

Após a realização das providências legais cabíveis, R.R.S.L foi encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Guaraí, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. 

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