O reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, em vigor desde janeiro de 2026, impacta diretamente as pensões alimentícias que utilizam o valor como referência. Segundo a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), o pagamento referente ao mês de janeiro, geralmente feito até o início de fevereiro, já deve considerar o novo mínimo.
Participe do grupo do O Norte no WhatsApp e receba as notícias no celular.
REAJUSTE É AUTOMÁTICO
De acordo com a defensora pública Maurina Jácome Santana, responsável pela Central de Atendimento de Família da DPE-TO, não é necessária uma nova decisão judicial para atualizar a pensão quando ela é fixada como percentual do salário mínimo.
Nesses casos, basta aplicar o percentual previsto no acordo ou sentença sobre o novo valor vigente.
DÍVIDA PODE GERAR COBRANÇA JUDICIAL
A Defensoria alerta que manter o pagamento com base no valor antigo significa quitar menos do que o devido, o que gera dívida acumulada. As diferenças podem ser cobradas judicialmente pelo credor.
Esse tipo de cobrança pode resultar em medidas como bloqueio de contas bancárias e até prisão civil do devedor.
DESCONTO EM FOLHA E OUTROS CASOS
Para quem tem a pensão descontada diretamente na folha de pagamento, a atualização costuma ser feita automaticamente pelo setor de Recursos Humanos após a publicação do novo salário mínimo. Ainda assim, a orientação é conferir o holerite ou extrato bancário.
Já nos casos em que a pensão é calculada com base em percentual do salário do próprio devedor, o valor só sofre alteração quando há reajuste salarial, como promoções, dissídio coletivo ou novo acordo trabalhista.
QUANDO O VALOR NÃO CABE NO ORÇAMENTO
Se o reajuste comprometer o orçamento familiar, a orientação é não reduzir nem suspender o pagamento por conta própria. O caminho legal é ingressar com uma Ação Revisional de Alimentos, apresentando ao Judiciário a mudança na condição financeira.


De acordo com a defensora pública Maurina Jácome Santana, responsável pela Central de Atendimento de Família da DPE-TO, não é necessária uma nova decisão judicial para atualizar a pensão - Crédito: Divulgação 


