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EM ARAGUAÍNA

Vendedor ambulante é solto após ficar um mês preso por engano

12 janeiro 2026 - 11h22Por Da Redação

O vendedor ambulante Osmar Sousa Figueiredo, de 38 anos, foi solto na manhã deste sábado (10) após passar cerca de um mês preso por engano em Araguaína, no norte do Tocantins. Segundo a defesa, ele teve o nome confundido com o de um investigado por homicídio em Goiás.

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Osmar foi preso no dia 11 de dezembro de 2025, suspeito de envolvimento em um assassinato ocorrido em 2019, na cidade de Goiânia (GO). Natural de Araguaína, ele afirma que nunca esteve no município goiano.

CONFUSÃO DE IDENTIDADE

De acordo com o advogado Fabrício Martins, um criminoso teria utilizado os dados pessoais de Osmar ao se apresentar em uma delegacia da Polícia Civil em Rio Verde (GO), o que resultou na expedição de um mandado de prisão em nome do vendedor ambulante.

Segundo a defesa, desde o registro do caso, em 2019, nenhuma autoridade percebeu a falsificação documental, o que culminou na prisão equivocada de Osmar.

RELATO DA VÍTIMA

Osmar afirmou que foi surpreendido pela abordagem policial em sua própria casa. Segundo ele, à época, estava sem documentos pessoais.

“Nunca tinha passado por isso. Estava em casa quando a polícia chegou com o mandado de prisão. O caso aconteceu em Goiás, em uma cidade que nunca nem pisei”, relatou.

DECISÃO JUDICIAL

O alvará de soltura foi expedido pela 4ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás na quinta-feira (8). O juiz determinou a revogação da prisão preventiva e autorizou diligências para identificar o verdadeiro autor do crime.

Na decisão, também foi determinado que a Polícia Civil de Goiás realize a identificação civil e criminal da pessoa ouvida em 2019, além do envio de fichas civis e biométricas por institutos de identificação do Pará, Tocantins e Goiás.

POSICIONAMENTO DOS ÓRGÃOS

O Tribunal de Justiça de Goiás informou que determinou o arquivamento do pedido de exceção de ilegitimidade, uma vez que a prisão preventiva foi revogada. Já a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins esclareceu que, ao localizar pessoas procuradas por outros estados, o procedimento legal é apenas cumprir o mandado e comunicar a autoridade responsável.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás e o Tribunal de Justiça do Tocantins não se manifestaram até a última atualização do caso.