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Estudo no Chile indica 3ª dose da CoronaVac para combater Delta

16 julho 2021 - 15h31Por r7 Notícias

Os responsáveis por um ensaio clínico da vacina anticovid CoronaVac, que está sendo feito na população do Chile e se apresenta no estágio final, recomendaram uma terceira dose do imunizante como reforço para proteger contra a variante Delta, mais contagiosa.

Os pesquisadores afirmaram, ainda, que um estudo in vitro para determinar a eficácia da CoronaVac contra a variante identificada originalmente na Índia, apontou que ela tem uma eficácia na neutralização contra a nova cepa quatro vezes menor.

Antes, um estudo conduzido por cientistas da China havia indicado que o efeito do imunizante era reduzido em um terço contra a cepa identificada originalmente na Índi

Alexis Kalergis, diretor do Instituto do Milênio de Imunologia e Imunoterapia do Chile, que também realizou um ensaio clínico com 2.000 participantes, disse que menos 3% dos voluntários pegaram covid-19 seis meses após receber uma segunda dose da vacina.

No entanto, o estudo mostrou uma queda nos níveis de anticorpos protetores após seis meses e Kalergis disse que recomendou a aplicação de uma terceira "dose de reforço" para fornecer melhor proteção contra as mutações do vírus.

"A diminuição natural dos anticorpos após a vacinação destaca a necessidade de fortalecer a imunidade com doses de reforço para compensar e aumentar a neutralização do vírus", disse ele.

Na última quarta-feira, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou uma nota em que afirma não existir estudos conclusivos que apontem a necessidade de uma terceira dose ou dose de reforço dos imunizantes autorizados no Brasil. 

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que produz a CoronaVac aqui, afirmou em 8 de julho, que os pesquisadores brasileiros estudam "a possibilidade de um reforço anual da vacina (que não deve ser confundido com uma terceira dose)" para ampliar a eficiência.

Por enquanto, a prioridade do PNI (Plano Nacional de Imunizações) é imunizar os brasileiros com 18 anos ou mais com o número de doses indicado nas bulas das vacinas. Duas doses da CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca; e um dose da Janssen. 

 

 

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