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Ministro quer convencer juíza a rever suspensão do Enem

09 novembro 2010 - 09h20

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (8) que acredita que a pasta conseguirá reverter a decisão judicial que suspendeu o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em todo o país. Realizado no último final de semana, o exame teve falhas, como a repetição de perguntas e de páginas em um dos tipos da prova e um erro no cabeçalho da folha de respostas, que inverteu a ordem das questões exigidas no sábado.

Cerca de 21 mil provas amarelas apresentaram o defeito de repetição de perguntas, mas nem todos que as receberam tiveram que fazer o exame com erro. Segundo o ministério, a orientação foi para que os fiscais das provas trocassem os exemplares defeituosos por outros corretos. Isso é possível graças a uma margem de reserva de provas – são impressos 10% de cadernos a mais do que o número de inscritos.

De acordo com o ministro, o número de estudantes que se encaixa na categoria é pequeno. Ele afirma que apenas candidatos que tinham a prova amarela com defeito e não tiveram os exemplares substituídos poderão refazer o exame. Haddad afirma que o ministério ainda não tem o número exato de pessoas nessas condições, mas dados do Inep (órgão do governo federal responsável pelo Enem) apontam ao menos 2.000 alunos prejudicados.

Baseando-se nesses argumentos e na explicação de que a prova pode ser realizada em dias diferentes com níveis de dificuldade iguais é que o ministério pretende convencer a juíza Carla de Almeida Maia a reconsiderar a decisão que suspendeu o Enem. Caso a iniciativa não tenha sucesso, o ministro disse que, “sem sombra de dúvida”, recorrerá a instâncias superiores da Justiça.

Nova chance para quem foi prejudicado

Para Haddad, os erros não comprometeram o exame e, mais razoável do que a reaplicação da prova para todos os alunos que a prestaram no fim de semana, ele considera importante dar uma nova chance apenas para os candidatos cujas provas do Enem apresentaram problemas que os prejudicaram.

...A orientação para a troca das provas não chegou a todos os locais. Como o Enem é nacional e aplicado em todo o Brasil, o ministro explica que é impossível avisar a todos. Quem não recebeu a orientação, portanto, é que poderá requerer a aplicação de um novo exame.

- Estamos absolutamente seguros de que a prova do Enem é tecnicamente sustentável em todos os pontos de vista. E vamos defender essa tese até a última instância.

O ministro disse nem “cogitar” a hipótese sugerida pela Defensoria Pública da União, de que todo o exame realizado neste fim de semana fosse anulado.

Menos grave

Se a repetição de questões nos cadernos amarelos é reconhecida como uma falha grave, que pode originar a reaplicação da prova para parte dos alunos, a troca da ordem das questões de “ciências da natureza” e “ciências humanas” no cabeçalho das folhas de resposta é considerada menos problemática pelo ministério.

De acordo com Haddad, o máximo que os alunos poderão solicitar nesses casos será que as questões sejam corrigidas em ordem invertida. Não haverá, segundo ele, a possibilidade de que os candidatos refaçam a prova por terem preenchido a folha de respostas de maneira incorreta. (com informações do R7)

 

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