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PONTO DE VISTA

Para Halum, fusão Sadia-Perdigão pode não ser ruim para o Brasil

13 julho 2011 - 08h06

A Comissão de Defesa do Consumidor realizou hoje audiência pública para discutir as implicações, para os consumidores brasileiros, da fusão entre Sadia e Perdigão e a criação da Brasil Foods.

Estiveram presentes o procurador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Gilvandro Vasconcelos Araújo, e o vice-presidente de Assuntos Corporativos da Brasil Foods, Wilson de Melo Neto.

O debate foi proposto pelos deputados Reguffe (PDT-DF) e Ivan Valente (Psol-SP). Eles dizem que o relator do processo de fusão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica do Ministério da Justiça (Cade), Carlos Ragazzo, aponta “fortes possibilidades de ocorrência de prejuízos aos consumidores em razão de possível cartelização do mercado de alimentos congelados e processados”.

Entre os problemas apontados pelo relator – e citados pelos deputados – está a possibilidade de fim da concorrência em setores como produção de presunto e salsicha e o risco de aumentos de até 40% em alguns tipos de alimentos produzidos pela empresa.

O vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado César Halum (PPS-TO), afirmou que a fusão entre a Perdigão e a Sadia, com a criação da Brasil Foods, pode não gerar aumento de preços. “Não terá aumentos abusivos no preço dos produtos, pois os demais concorrentes estão acesos no mercado, como a Seara, Aurora e outros”, e completou, “como eles produzem produtos de conveniência (facilidades para a dona de casa), se elevarem os preços, o consumidor poderá com os próprios produtos inibir o consumo. Por exemplo, caso tenha aumento do frango empanado, a dona de casa compra o peito de frango tradicional e faz o empanado em casa”, exemplificou o parlamentar.

Empregos
César Halum foi contra o argumento de que a fusão não geraria novos empregos. Hoje, o grupo emprega direta e indiretamente mais de 320 mil pessoas. “Quanto aos empregos, entendo que devem aumentar, pois esta fusão melhorará a competitividade no mercado externo e vai dominar o mercado na Europa e Ásia, gerando empregos no Brasil, pois a fusão é entre empresas brasileiras, diferente de fusões com empresas estrangeiras (Pão de Açúcar e Carrefour)”, declarou.

Produtor Rural
Segundo César Halum, a preocupação maior após a fusão é com o produtor rural que possivelmente será pressionado pela Brasil Foods com o seu poder de compra. “É necessário proteger o produtor rural, dar mais segurança a eles. A Frente Parlamentar da Agropecuária está preocupada com isso, e já apresentou um Projeto de Lei que dará essa segurança aos produtores”, concluiu. (Da assessoria de Imprensa)

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