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TOCANTINS

Estado divulga dados de doença viral e alerta para riscos de transmissão

26 julho 2019 - 08h40

Com o dia 28 de julho sendo lembrado como o dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, julho traz um alerta à população a fim de reforçar as iniciativas de vigilância, prevenção e controle da doença, que consiste na inflamação do fígado.

A Hepatite pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Segundo a gerente estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Caroline Costa, as hepatites são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas. “Mas, quando os sintomas aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras”, disse.

Ainda de acordo com Caroline, no Brasil, as Hepatites Virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. “Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite”, ponderou.

No ano de 2018 no Tocantins foram diagnosticados, 13 casos de Hepatite A, 138 de Hepatite B, 48 de Hepatite C e 1 caso de Hepatite E. Já em 2019, até o mês de julho foram notificados 4 casos de Hepatite A, 66 de Hepatite B, 26 de Hepatite C e 1 caso de Hepatite D.

O Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde realiza diversas ações com o intuito de prevenir a doença, como: Distribuição de preservativos masculinos, femininos e gel lubrificante; Distribuição dos testes-rápidos para todos os municípios cadastrados no SISLOGLAB (Sistema de Controle Logístico de Insumos Laboratoriais); Incentivo aos municípios que ainda não fazem teste rápido à adesão dos mesmos.

Qual o tratamento da doença?

· A hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente.

· As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer. Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. A imunização só é efetiva quando se tomam as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.

· A hepatite A é uma doença aguda e o tratamento se baseia em dieta e repouso. Geralmente melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção. Todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar. A vacina de hepatite A foi introduzida no calendário infantil em 2014, para crianças de um a dois anos de idade.

· De ocorrência rara no Brasil e comum na Ásia e África, a hepatite do tipo E, na maioria dos casos, não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, além de se recomendar repouso e dieta pobre em gorduras.

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