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Governo determina mudança de delegados; novata assume Regional de Araguaína

07 novembro 2019 - 11h02Por Redação

O Governo do Estado realiza pela quarta vez em menos de um ano, a troca de comando da Delegacia Regional de Araguaína. Essa e outras novas redistribuições do efetivo de profissionais da Polícia Civil foram publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (06). Entre os delegados removidos dos atuais cargos está Bruno Boaventura, que foi substituído da última vez quando ocupava o cargo de Delegado Regional em Araguaína, após a polêmica investigação do lixo hospitalar deflagrada no Norte do Tocantins. 

O comando da 2ª Delegacia Regional de Araguaína que até então estava com Fernando Rizério Jayme, agora será assumido pela delegada novata, Ana Maria Barros Varjal, que tomou posse ao ser chamada no último concurso. 

Fernando Rizério assume agora o cargo de Delegado-Chefe da 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado / 3ª DEIC – Araguaína, órgão vinculado à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

José de Anchieta que estava na Deic, foi conduzido para o cargo de Delegado-Chefe da 2ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos / DENARC – Araguaína. Já o delegado Bruno Boaventura, que também estava na Deic, vai atuar agora na 28ª Delegacia. Em novembro do ano passado, a saída de Boaventura do cargo de Delegado Regional, causou polêmica, provocou revolta na população e repercutiu nacionalmente. Ele era um dos delegados à frente da operação que investigou o envolvimento da família do deputado Olyntho Neto (PSDB) no escândalo do lixo hospitalar. 

Com a saída de Boaventura na época, o delegado Vladmir Bezerra de Oliveira assumiu o cargo e logo depois foi substituído por Fernando Rizério, que garantiu dar continuidade aos trabalhos de investigação e combate à corrupção. 

O Governo do Estado

Sobre a nova distribuição dos delegados, o Governo do Tocantins se manifestou em nota . Confira os esclarecimentos abaixo na íntegra:

"A Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) esclarece que a distribuição do efetivo da Polícia Civil tem como parâmetro critérios objetivos estabelecidos no seu Regimento Interno. Critérios esses elencados a partir de estudos que levaram em consideração a quantidade de ocorrências em cada unidade da Secretaria de Segurança Pública, o tamanho da população atendida e a extensão territorial da sua área de atuação.

Posto isso, a Secom reitera que a indicação de pessoas para ocupar cargos ou função de confiança é uma prerrogativa da administração pública e é praticada em todas as esferas de gestão - União, Estados e Municípios.

Assim, eventual substituição de pessoas em determinados cargos ou funções públicas não traz qualquer prejuízo para o desenvolvimento dos trabalhos, tendo em vista que a administração pública deve se pautar pelo princípio constitucional da impessoalidade.

A Secretaria de Estado da Comunicação informa que, no caso da Divisão Especializada de Combate à Corrupção (DRACCO), foram indicados como delegado-chefe e delegado-adjunto profissionais antigos, experientes e respeitados e contra os quais não pesa qualquer suspeita. Ressalta que, em acréscimo, houve também a indicação de um terceiro delegado para apoiar nos trabalhos ali desenvolvidos. Cumpre registrar, ainda, que nenhuma investigação policial é feita exclusivamente por um delegado.

A Secom reforça que, em regra, as investigações policiais são feitas por equipes da Polícia Civil e são sempre acompanhadas pelo Ministério Público e submetidas à apreciação do Poder Judiciário.

Ressalta também que qualquer relação sobre eventual descontinuidade dos trabalhos em andamento não encontra qualquer fundamento, uma vez que, sempre que finalizados, os procedimentos formais estarão sendo sempre submetidos ao controle externo e acompanhamento do Ministério Público e submetidos ao Poder Judiciário.

Finalmente, a Secretaria de Estado da Comunicação ressalta que a atual gestão está preocupada em fortalecer institucionalmente os mecanismos de controle e de combate à corrupção. Tanto é assim, que recentemente criou uma diretoria especializada em combate à corrupção e ao crime organizado e uma divisão especializada de combate à corrupção.  Igualmente foram criadas chefias nas respectivas unidades, inclusive para cartório, operações e inteligência em todas as delegacias. Tudo para estruturar e valorizar o trabalho desenvolvido em todas as unidades. "

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