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Júri absolve irmãos acusados de executar 5 pessoas da mesma família

22 agosto 2021 - 11h14

Depois de um julgamento que durou dois dias, o Tribunal do Júri divulgou o veredito que absolveu dois irmãos acusados de matar 5 pessoas da mesma família na BR-153 em Wanderlândia no Norte do Tocantins. O crime aconteceu em 2016.

Oranilton Pereira dos Santos e Claudemario Pereira dos Santos foram absolvidos das acusações de assassinato e os dois permaneciam presos desde 2016. Na noite de sexta-feira (20), saiu o veredito do Tribunal do Júri, composto por um juiz presidente e sete jurados sorteados para compor o conselho de sentença, responsável por afirmar ou negar o crime atribuído aos réus.

Neste tipo de julgamento, o magistrado é responsável pela condução dos trabalhos e elaboração da sentença com a pena. Os irmãos contaram com a maioria dos votos dos jurados.

De acordo com Paulo Roberto, advogado de defesa dos réus, o processo teve várias falhas e o Ministério Público não conseguiu apresentar provas contundentes.

Após o julgamento foi expedido o alvará de soltura dos irmãos e o advogado comemorou a decisão judicial: Narrativa para o processo penal não basta, tem que saber provar e o Ministério Público não provou. O júri compreendeu a tese da defesa e absolveu os réus. Fizeram Justiça, é isso que a defesa diz”, comentou.

O crime

Na manhã de 25 de julho de 2016, na BR-153 perto de Wanderlândia, cinco pessoas da mesma família [incluindo uma criança], foram encontradas mortas em um carro e as vítimas apresentavam marcas de tiros pleo corpo.

As vítimas eram: Alan da Silva, de 30 anos; Sidiney Pereira dos Santos, idade não informada; Wesley Alves da Silva, de 25 anos; Deuzenir Alves da Silva, de 60 anos, e um menino de apenas 5 anos.

Outras duas vítimas, Liliane da Silva e o filho Enzo Henrique, de dois anos, escaparam depois que a mulher se fingiu de morta e tapou a boca do menino.

Na época a mulher contou à polícia que o motorista Alan foi atingido por tiros enquanto dirigia pela BR-153. Ele perdeu o controle do carro, invadiu a pista contrária e capotou. Segundo os relatos, logo depois do capotamento, homens foram até o veículo e executaram os sobreviventes.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi motivado por uma desavença entre famílias ciganas, pois uma das vítimas estava ameaçada de morte há cerca de dois anos. As vítimas foram encontradas com disparos na cabeça, típicos de execução, segundo a polícia.

A prisão

Os acusados pelo crime foram presos em agosto de 2016 em Posse, no interior de Goiás. Depois, foram encaminhados para Araguaína.

Em dezembro do mesmo ano, a defesa entrou com pedido de liberdade dos acusados. Mas, o Superior Tribunal de Justiça negou o habes corpus.

*Com informações do G1

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