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BICO DO PAPAGAIO

Líder quilombola morre ao 48 anos vítima de complicações da Covid

07 abril 2021 - 09h04Por Redação

Após mais de 20 dias lutando conta a Covid-19, morreu nesta terça-feira (06) a líder quilombola Maria de Fátima Batista Barros aos 48 anos em Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

Maria de Fátima foi diagnosticada com a doença no dia 15 de março, após sentir febre e dores no corpo e procurar atendimento médico no Hospital Municipal de Araguatins. Já no dia 19, ela foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Regional de Augustinópolis.

O quadro voltou a piorar e a líder quilombola precisou ser intubada no dia 24. Por volta das 10h desta terça-feira, ela não resistiu e veio a falecer. A líder não tinha nenhuma comorbidade. Maria de Fátima era bastante conhecida pela atuação na defesa da Comunidade Quilombola da Ilha de São Vicente, às margens do Rio Araguaia. Ela foi a primeira da família a frequentar uma universidade e havia se formado em pedagogia.

Na comunidade moram 48 famílias que conseguiram posse da terra após comprovar, em 2019, que receberam a terra como doação durante a abolição da escravatura, em 1888. A comunidade está de luto com a partida da ativista. Sem a possibilidade de fazer um velório, devido às restrições do coronavírus, a comunidade realizou um cortejo por volta das 15h. Maria de Fátima foi enterrada no Cemitério Municipal de Araguatins no fim da tarde.

Na internet, diversas homenagens foram feitas por coletivos de lideranças quilombolas e do movimento negro. O Coletivo Feminista de Mulheres Negras do Tocantins (Ajunta Preta) publicou um texto que relembra a trajetória de vida da educadora, em defesa de todos os povos tradicionais e do direito ao território.

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