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OPERAÇÃO CATARSE

Mandados são cumpridos em residências de supostos servidores fantasmas em Araguaína

25 setembro 2019 - 09h17

A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e da Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor), deflagrou, nesta terça-feira, 24, mais uma fase da Operação Catarse na cidade de Araguaína, no Norte do Estado.

Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão de documentos, computadores e demais dispositivos eletrônicos nas residências de cinco ex-servidores temporários da extinta Secretaria Geral de Governo do Estado do Tocantins.  A suspeita da Polícia Civil é a de que os investigados recebiam salários, porém não exerciam as funções administrativas referentes ao cargo.

Segundo o delegado Guilherme Rocha, durante as investigações ficou constatado que os cinco servidores não cumpriam agenda de trabalho de acordo com a lotação e atribuição a que foram nomeados. Um deles foi nomeado no dia 05 de março de 2018 para o cargo de supervisor de suporte e operação, trabalha na verdade como servente de pedreiro em Araguaína.

Já a segunda investigada, foi nomeada em 02 de março de 2018 para o cargo de agente de cadastro e informação com salário de R$ 2.400, é ex-assessora parlamentar de uma deputada estadual e exerce a advocacia no município de Araguaína.

A terceira investigada foi nomeada em 09 março de 2018 para o cargo de supervisor de suporte e operação com salário de R$ 1.800, é atualmente assessora parlamentar de uma deputada estadual e afirmou que mora em Araguaína há mais de duas décadas.

Os outros dois investigados foram nomeados para o cargo de técnico em suporte e operação e supervisor de suporte e operação, respectivamente, na extinta Secretaria Geral de Governo, e, conforme apurado, sempre residiram em Araguaína. Ainda de acordo com o Delegado, as diligências foram reveladoras e, neste momento,  os trabalhos se concentrarão na análise do material apreendido e na inquirição de testemunhas.

As investigações fazem parte da Operação Catarse, que investiga supostas contratações de servidores no Executivo e Legislativo do Estado sem a devida comprovação de atividades públicas. Nesta fase, a operação contou com o apoio de policiais da Divisão Especializada em Investigações Criminais (DEIC/NORTE) e da Divisão Especializada na Repressão a Narcóticos.

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