Estudos científicos nacionais e internacionais indicam que o uso excessivo de celulares, tablets e outras telas pode impactar negativamente a saúde mental e o desenvolvimento de crianças, especialmente na primeira infância. Especialistas alertam para riscos como ansiedade, irritabilidade, distúrbios do sono e dificuldades de socialização.
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O QUE DIZEM OS ESTUDOS
Pesquisas publicadas em bases científicas como o PubMed mostram associação entre maior tempo de exposição às telas e aumento de sintomas emocionais e comportamentais em crianças. Estudo do JAMA Network Open aponta que crianças em idade pré-escolar expostas a duas horas ou mais de telas por dia apresentam pior bem-estar psicológico.
No Brasil, levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indica que a maioria dos estudos analisados relaciona o uso excessivo de telas ao aumento de sintomas de ansiedade, depressão e dificuldades de atenção em crianças e adolescentes.
IMPACTOS OBSERVADOS
Entre os principais efeitos associados ao excesso de telas estão alterações no sono, dificuldade de concentração, irritabilidade e redução da interação social presencial. Especialistas destacam que esses impactos podem se intensificar quando o uso substitui brincadeiras, atividades físicas e convivência familiar.
RECOMENDAÇÕES MÉDICAS
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam evitar telas para crianças de até dois anos e limitar o uso a, no máximo, uma hora diária entre dois e cinco anos, sempre com supervisão. Para faixas etárias maiores, a orientação é uso moderado e equilibrado.
ALERTA DOS ESPECIALISTAS
Profissionais de saúde reforçam que a tecnologia, por si só, não é vilã, mas o uso excessivo e sem acompanhamento pode trazer prejuízos ao desenvolvimento infantil. O equilíbrio entre tecnologia, brincadeiras, convivência social e rotina saudável é apontado como essencial.


Entre os principais efeitos associados ao excesso de telas estão alterações no sono, dificuldade de concentração, irritabilidade e redução da interação social presencial. - Crédito: Imagem Ilustrativa 


