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APELO POPULAR

Miséria e solidão às margens do Córrego Neblina

15 março 2011 - 10h32

Alessandro Sachetti
Da Redação

 

Às margens do córrego neblina, ao lado da marginal Filadélfia, vive o senhor Raimundo Félix, 50 anos, em uma barraca de lona, chão de terra, sem saneamento algum, com três gatos e uma bicicleta. Ele ocupa um terreno da prefeitura e sobrevive da ajuda dos habitantes de Araguaína, para poder comprar os bens de necessidade básica, também costuma pescar no rio Lontra e vende os peixes que consegue pegar.

 


Na área ao redor da barraca é possível encontrar diversas bananeiras, goiabeiras e mandiocas, tudo cultivado por ele que espera a época de colheita para vender os produtos na cidade. “Ainda não deu o tempo da colheita, mas com fé em Jesus essa terra vai me dar muita coisa e eu vou poder construir a minha casinha aqui mesmo”, planeja Raimundo Félix.

Ele fala dos problemas que enfrenta por morar em uma barraca de lona, principalmente quando chove e pede ajuda da população araguaínense: “Quando chove é um lamaçal só, fica complicado pra chegar aqui e pra sair. Eu gostaria que as pessoas da cidade me ajudassem, com qualquer coisa, pra eu construir uma casinha aqui”.

Mesmo estando em uma área nobre da cidade, localizada bem ao lado do lago Lontra, ele vive sozinho e praticamente invisível para a sociedade e para os políticos da cidade que não o vêm ou fingem isso. Este é um claro exemplo da grande desigualdade de uma região que comporta milionários e, ao mesmo tempo, pessoas que vivem em condições de miséria. Apesar dos estudos do Governo apontarem uma grande diminuição do número de pessoas que vivem nesta situação em nosso país, podemos observar, em praticamente todas as cidades, cidadãos sobrevivendo em condições sub-humanas de existência.


Apesar de noticiado maciçamente em todos os meios de comunicação que ao Brasil deve erradicar a miséria até 2016, em entrevista à Folha de São Paulo, no dia 7 de março de 2011, Renato Dagnino, professor titular no Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp, diz que o Brasil não está pronto para erradicar a miséria.

Entrevista na íntegra:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/884966-brasil-nao-esta-pronto-para-erradicar-miseria-diz-pesquisador.shtml


Hoje, o senhor Raimundo Félix, representa o retrato social dessa dura realidade aqui na cidade de Araguaína e aguardamos respostas das autoridades competentes para que busquem soluções ao menos paliativas para essa problemática no município.
 




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