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TRÂNSITO CAÓTICO

Falta de estacionamentos e desorganização provocam caos no trânsito de Araguaína

29 março 2011 - 09h12

Daniel Lélis
Da Redação

 

 Quem anda pelas ruas de Araguaína evidentemente percebe que o número de veículos aumentou bastante nos últimos anos. De acordo com informações do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), a frota de automóveis na cidade é de cerca de 60 mil veículos registrados no DETRAN . Contudo, aproximadamente 90 mil circulam todos os dias pelas vias urbanas.




Uma das consequências deste crescimento é que é cada vez mais raro encontrar uma vaga para estacionar na região Central. 

 
Flanelinhas
Em Araguaína, o número de estacionamentos particulares tem crescido, mas o que assusta é a quantidade cada vez maior de lugares públicos em que o motorista é obrigado a pagar uma taxa para um flanelinha cuidar do seu veículo estacionado.

Cícero Raimundo da Silva, 33 anos, que também é montador e eletricista é uma destas pessoas que, em troca de algum dinheiro, toma conta de veículos estacionados no Centro da cidade. Cícero que diz ter cinco 5 filhos para sustentar, afirma que há 2 meses trabalha nas ruas e que, diariamente, embolsa cerca de 60 reais pelo ofício: “Ganho meu dinheiro honestamente. Faço meu trabalho e me recompensam por isso”, justifica ele.
 


Cícero Silva trabalha há dois meis como flanelinha e embolsa cerca de
R$ 60,00 por dia.


A cobrança, contudo é polêmica. A servidora pública Larissa Oliveira, 25 anos, discorda e declara: “É um absurdo, porque é uma via pública e o Município é que devia tomar de conta. Muitas vezes eles [flanelinhas] dizem que não cobram nada, mas a gente fica coagida, com medo de eles fazerem alguma coisa com o veículo e acaba pagando”.

Já o defensor público, Iwace Antônio Santana, 35 anos, é mais tolerante com o trabalho dos flanelinhas e comenta: “Eu não tenho nada contra, porque temos que ver o lado social desse pessoal que está aqui zelando pelo seu veículo e cobrando uma taxa mínima”.

Flagrante
A equipe do Portal O Norte flagrou em alguns pontos da cidade, situações em que comerciantes reservam espaços públicos e até mesmo proibidos para o uso exclusivo de seus clientes, como se pode observar na imagem principal, na qual o estabelecimento utilizou um cavalete para reservar uma vaga no espaço em que fica a entrada de uma garagem.

Tentamos conversar com a gerente da loja, que preferiu não se identificar mas admitiu não se importar com a irregularidade e culpou o Poder Público pela falta de espaços disponíveis para estacionamento na cidade.

Providências
Discussões a parte, o que foi constatado é que a opinião da maioria da população de Araguaína aponta na mesma direção: "Já passou da hora das autoridades municipais buscarem uma solução para as problemáticas que envolvem o trânsito da cidade", diz a universitária, Érica Sousa, 23 anos.
 

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