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XAMBIOÁ

buscas por ossadas da Guerrilha recomeçam no dia 15

05 maio 2011 - 09h50

Será reiniciado no próximo dia 15, em Xambioá as pesquisas do Grupo de Trabalho do Tocantins (GTT), que procura restos mortais de pessoas desaparecidas na Guerrilha do Araguaia (1972 – 1975).

Criado em 2009, o GTT tem o objetivo de localizar e identificar corpos dos guerrilheiros mortos na região. Tereza Sobreira, pesquisadora e fotógrafa do grupo, explica que os trabalhos de campo geralmente são interrompidos de novembro a abril por causa do período chuvoso. No entanto, a coleta de informações ocorre durante todo o ano.

Em março o GTT enviou pesquisadores ao Sudeste do Pará e Norte do Tocantins, que entrevistaram pessoas que vivenciaram o período da guerrilha e que podem ter alguma informação que leve ao local de sepultamento dos desaparecidos. São esses dados que norteiam os trabalhos de campo. Tereza informou que nas duas primeiras etapas realizadas este ano obteve-se alguns apontamentos da possível localização de ossadas de guerrilheiros.

Ministério
Segundo o coordenador do Ministério da Defesa (MD), Edmundo Theobaldo Muller Neto, nesta etapa o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República acompanharão o trabalho: de 15 a 26 de maio uma equipe, de aproximadamente 50 profissionais, entre geólogos, antropólogos e pesquisadores visitará Xambioá, São Domingos e São Geraldo (PA). No Tocantins serão retomadas escavações iniciadas no cemitério de Xambioá.

A ossada encontrada no cemitério de Xambioá no ano passado está sendo analisada por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto Médico Legal (IML). “É um trabalho árduo e demorado, uma vez que é necessária a localização de familiares para coleta de dados e, posteriormente, realização de exames de DNA”, pontua Tereza. Cerca de R$ 5 milhões já foram gastos neste trabalho e, segundo o coordenador do MD, não há estimativa de quanto será investido, no entanto, aproximadamente R$ 2 milhões são gastos por ano.

A jornalista e pesquisadora Myrian Alves, que acompanha o GTT, é categórica ao afirmar que, baseada em dados e informações, existem cerca de 21 corpos de guerrilheiros na região. (Do Jornal do Tocantins)


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