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BARROLÂNDIA

"Contador armou golpe contra o prefeito"

09 dezembro 2011 - 10h39

O prefeito afastado de Barrolândia teria sido vítima de um "golpe arquitetado pelo contador da prefeitura, Raimundo Rocha, marido da vice-prefeita e agora prefeita em exercício Leila Rocha". A afirmação é do ex-deputado estadual, Osvaldo Mota, que manifestou seu apoio ao prefeito e destacou que as denúnias feitas contra o gestor não levaram em conta todos os dados da administração."Quem tem que ser responsabilizado é esse contador", ressaltou.

O ex-deputado estadual e presidente da Associação dos ex-parlamentares, Osvaldo Mota, esteve no Site Roberta Tum para manifestar seu apoio ao prefeito afastado de Barrolândia, Cleidiomar José Ribeiro, denunciado pelo Ministério Público Estadual por cometer supostas irregularidades na gestão de recursos do município.

De acordo com o ex-deputado ele conhece bem o prefeito e sabe que todas as atitudes praticadas em sua gestão teve o apoio de Raimundo Rocha, segundo ele contador da prefeitura por 12 anos, e que é ,na sua opinião,quem de fato deveria ser responsabilizado.

O prefeito é um homem íntegro, semi-analfabeto e todos os atos praticados por ele tiveram a orientação do contador Raimundo Rocha que é marido da vice-prefeita. Esse homem era de dentro da cada do prefeito e cortou relações com ele porque não aceitou renunciar para que a mulher dele assumisse e com a máquina na mão tentasse a eleição oferecendo a vice ao filho de Cleidiomar. Depois que o prefeito disse não a proposta, este contador afirmou que o prefeito iria se arrepender, daí os dois não tiveram mais contato e deu no que deu”, contou Mota.

Afastamento arquitetado
Segundo as informações do ex-deputado, o afastamento do prefeito foi “arquitetado pelo contador” que por conta de uma amizade que teria com o filho do procurador geral de Justiça, Clenan Renaut, teria conseguido que o MPE pedisse o afastamento do prefeito.

O filho do procurador, o Renanzinho, vive lá em Barrolândia, é amigo do Raimundo Rocha. E esse indivíduo esta usando o rapaz, usando a amizade, para poder tirar proveito. Toda a cidade comenta isso e todos são testemunhas. Se num momento ele está com o Renanzinho basta ele virar as costas e ele contar vantagem. Gosto muito do Dr. Clenan e acho que seu filho está sendo usado e todos são testemunhas dessa convivência e do uso que o Raimundo faz disso porque tenho certeza que o filho do procurador é um bom rapaz e não está percebendo a situação”, argumentou.

MPE fez seu papel
O ex-deputado ressaltou que o MPE fez seu papel ao pedir o afastamento do prefeito porque se baseou no que lhe foi informado e quem agiu de má fé foi Raimundo Rocha. “Na denúncia que foi feita consta que o prefeito gastou mais de R$ 1 milhão em quatro meses e não foi isso o que ocorreu, esse valor foi gasto em três anos e tudo isso com a anuência do contador. Era ele quem contratava, quem fazia as licitações e quem não orientou o prefeito”, contou.

Frota não foi apresentada
Ainda de acordo com Mota, oito veículos que pertenceriam a frota da prefeitura não teriam sido incluídos no processo. “Ele faltou com tanta lisura que não incluiu na lista os ônibus escolares, as ambulâncias, nem os tratores. Além disso, o prefeito abastecia o carro dele porque a prefeitura não tem carro de representação e tudo o que era feito se utilizado o carro próprio do prefeito, disseram que o carro do filho dele também era abastecido, mas o filho dele é secretario e também usa seu carro para resolver assuntos. Então, tem muita coisa que deixou de ser dita e tudo foi planejado por esse homem que se dizia amigo do prefeito. Se alguém tem que ser punido é ele”, pontuou.

Entenda
O TJ afastou prefeito de Barrolândia, Cleidiomar Ribeiro, denunciado pelo MPE no último dia 24, por cometer diversas irregularidades na gestão de recursos do município. Na denúncia o Procurador Geral de Justiça, Clenan Renaut, pediu o afastamento cautelar do prefeito para preservar as investigações.

As investigações apontam, entre outras coisas, que o gestor utilizou dinheiro do município para custear o abastecimento de veículos particulares em dois postos de combustíveis da cidade. Os valores gastos com combustível para abastecer veículos da prefeitura, do prefeito e de seus filhos chegam a R$ 1.060.000,00 (um milhão e sessenta mil reais). No processo também constam provas de que Cleidiomar custeou a lavagem dos veículos da família com dinheiro do município. (Roberta Tum)

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