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TOCANTINS

Advogado é indiciado por desacatar agente no presídio Barra da Grota

06 julho 2019 - 10h49

A Polícia Civil do Estado do Tocantins concluiu, nesta sexta-feira (5), o Inquérito Policial em que se apurava crime de desacato cometido por um advogado contra servidores públicos na cidade de Araguaína, em 03 de outubro de 2018, no presídio Barra da Grota.

Segundo a polícia, na data do fato, o advogado se dirigiu à unidade penitenciária a fim de conversar com um de dos seus clientes, ali recluso, sendo seu acesso, contudo, inviabilizado pelos funcionários do local, devido à fuga de presos ocorrida no dia anterior, os quais ainda permaneciam foragidos e na posse de reféns, causando uma grave crise no presídio, fato amplamente noticiado pelos veículos de comunicação na época.

Diante da negativa dos servidores, o advogado então solicitou uma audiência com o diretor da unidade, o que foi negado, momento em que, segundo relatos, passou a desacatar os agentes prisionais, afirmando que eles ocupavam cargos políticos e que iria fazer gestão para removê-los para outros presídios distantes daquele, além de representá-los na OAB.

De acordo com o inquérito, em seguida, um dos servidores disse ao advogado que ele deveria aproveitar a presença de alguns delegados que estavam presentes no local e formalizar a representação diretamente a eles, o qual,teria retrucado: “Delegado de Polícia e merda pra mim é a mesma coisa!”.

Conforme testemunhas, na sequência, um dos agentes se dirigiu até os delegados e informou o que acabara de ocorrer, ocasião em que a autoridade policial titular da 1º Delegacia de Polícia de Augustinópolis, Thyago Bustorff, o qual se encontrava prestando apoio às equipes na recaptura dos foragidos, saiu no encalço do advogado e lhe deu voz de prisão antes que conseguisse evadir-se do local.

Assim, ao final das investigações, a autoridade policial presidente do inquérito, Romeu Fernandes de Carvalho Filho, deliberou por indiciar o advogado pelo crime de desacato praticado contra os servidores públicos, seguindo os autos agora para o órgão do Ministério Público com a finalidade de adotar as providências pertinentes.

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