Uma mina de ouro bilionária colocou a cidade de Monte do Carmo, no centro do Tocantins, no radar da mineração nacional, diante de um projeto de investimento estrangeiro que promete transformar a economia local. A iniciativa, liderada pela mineradora peruana Hochschild Mining, prevê aportes de cerca de US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) para a implantação de uma operação de exploração de ouro na região, atualmente em fase de licenciamento ambiental.
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INVESTIMENTO E GERAÇÃO DE EMPREGOS
O projeto, considerado o maior da Hochschild no Brasil, deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos, ampliando significativamente as oportunidades de trabalho em um município de pouco mais de 5 mil habitantes. A previsão é de que a exploração tenha capacidade de processar cerca de 6 mil toneladas de minério por dia, com duração estimada de operação entre 9 e 12 anos.
APOIO DO GOVERNO ESTADUAL
Em reuniões recentes promovidas no Palácio Araguaia, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) reforçou o compromisso do Governo do Tocantins em apoiar o avanço do projeto, agilizando trâmites administrativos e garantindo ações de fomento, regulação e fiscalização da cadeia mineral. As autoridades estaduais destacam que o empreendimento pode impulsionar a economia local e regional, com efeitos multiplicadores no comércio, serviços e setores auxiliares.
LICENCIAMENTO AMBIENTAL EM ANDAMENTO
O processo de licenciamento ambiental está em estágio avançado junto ao Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Após a conclusão das etapas de Exploração Florestal (EF), a expectativa é pela emissão da Licença de Instalação (LI), condicionante para o início efetivo das operações no local. O Naturatins enfatiza a necessidade de cumprimento rigoroso das exigências legais, assegurando a observância de normas ambientais e sociais durante todo o desenvolvimento da mina.
POTENCIAL DE TRANSFORMAÇÃO ECONÔMICA
Especialistas e representantes do setor mineral consideram que o projeto de Monte do Carmo pode posicionar o Tocantins como um importante polo de mineração de ouro no País, diversificando sua economia além do agronegócio e da produção tradicional de minérios. A chegada de um investimento dessa magnitude também destaca o potencial geológico do estado, que em 2024 já figurou como um dos maiores exportadores de ouro do Brasil, segundo dados de comércio exterior.






