O campo de pouso de Itaguatins, considerado um bem público estratégico para o desenvolvimento regional, encontra-se em completo estado de abandono e vem sendo utilizado irregularmente como lixão a céu aberto. A situação, que se arrasta há mais de 20 anos, motivou o ajuizamento de uma ação popular ambiental contra o município.
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DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E RISCO À SAÚDE PÚBLICA
De acordo com a denúncia, o local apresenta grave degradação ambiental, com descarte irregular de resíduos sólidos, proliferação de aves necrófagas, especialmente urubus, além de elevado risco aviário.
O cenário representa ameaça direta à saúde pública da população e inviabiliza totalmente qualquer tipo de operação aérea, comprometendo a segurança e o interesse coletivo.
ESTRUTURA TEM POTENCIAL PARA REATIVAÇÃO
O documento aponta que o campo de pouso já operou voos regulares no passado e possui viabilidade técnica para reativação. A estrutura poderia funcionar como aeródromo regional de apoio e até como alternativa operacional emergencial ao Aeroporto de Imperatriz, no Maranhão.
A denúncia destaca que o abandono impede o aproveitamento de um equipamento público capaz de impulsionar a integração regional e o desenvolvimento econômico.
VEREADORES SÃO APONTADOS POR OMISSÃO
A ação popular ambiental busca responsabilizar judicialmente o município de Itaguatins e a Câmara Municipal, por meio de seus parlamentares, por suposta omissão diante do abandono do patrimônio público e do dano ambiental.
Entre os citados estão a presidente da Casa, Daniela Martins de Sousa, o 1º secretário Claudenildo Alves da Silva, além dos vereadores Adriana Matos Rocha, Carlos Alves de Araújo (Carlinhos da Reis), Erivaldo da Silva Souza e outros parlamentares.
POSSÍVEL CRIME AMBIENTAL
A denúncia sustenta que a inércia do poder público configura violação aos princípios da administração pública e pode caracterizar crime ambiental. O pedido inclui a adoção de providências urgentes para a recuperação da área e a responsabilização dos agentes públicos envolvidos.


O que era para gerar desenvolvimento virou degradação ambiental. - Crédito: Divulgação 


