O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE/TO) determinou a suspensão cautelar do contrato firmado entre o Município de Formoso do Araguaia e a empresa Agência Brasil de Fomento Sustentável Ltda., voltado à prestação de serviços técnicos para valoração do capital natural e emissão de instrumentos financeiros associados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
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A decisão foi publicada no Boletim Oficial nº 3.888, de sexta-feira (30), e integra processos analisados pela Quinta Relatoria do órgão.
SUSPENSÃO CAUTELAR DO CONTRATO
A medida foi adotada após representação da Coordenadoria de Análise de Atos, Contratos e Fiscalização de Obras e Serviços de Engenharia (Caeng), que identificou falhas no planejamento e na formalização da contratação, realizada por inexigibilidade de licitação.
Segundo o TCE, há indícios de irregularidades que podem comprometer a legalidade do contrato e gerar prejuízo aos cofres públicos.
VALOR E DIFERENÇA SEM JUSTIFICATIVA
O valor inicialmente estimado pela prefeitura era de R$ 4,5 milhões. No entanto, a proposta apresentada pela empresa contratada chegou a R$ 7,91 milhões.
Em análise preliminar, o Tribunal não identificou fundamentos técnicos ou econômicos capazes de justificar essa diferença.
FALHAS NA CONTRATAÇÃO
O exame técnico apontou fragilidades na justificativa para a inexigibilidade de licitação, deficiências na pesquisa de preços e ausência de análise de riscos adequada.
Também foram registradas inconsistências no parecer jurídico, no contrato administrativo e a falta de documentos considerados essenciais para comprovar a vantajosidade da contratação e a capacidade técnica da empresa.
QUESTIONAMENTOS JURÍDICOS
A relatora destacou dúvidas sobre a viabilidade jurídica do objeto contratado. Entre os pontos levantados está a inexistência de respaldo legal para os chamados “títulos patrimoniais ODS”.
Também foi mencionada a vedação legal à emissão de títulos de dívida mobiliária por municípios.
EFEITOS DA DECISÃO
Com a cautelar, ficam suspensas ordens de serviço e quaisquer pagamentos relacionados à execução do contrato, até o julgamento definitivo do mérito.
Os responsáveis foram citados para apresentar esclarecimentos e documentos. A decisão ainda será submetida ao Tribunal Pleno para ratificação.






