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Por medo de serem contaminados, profissionais denunciam uso de equipamentos inadequados em hospital

30 abril 2020 - 11h02Por Redação

Em meio à pandemia e à explosão de casos confirmados de Covid-19 em Araguaína, no Norte do Tocantins, profissionais da área de enfermagem que atuam na linha de frente de combate à doença, procuraram a reportagem do Portal O Norte para fazer uma série de graves denúncias contra o Hospital e Maternidade Dom Orione (HMDO) onde atuam na cidade. À pedido das nossas fontes, a reportagem vai preservar a identidade dos colaboradores. 

Uma das primeiras reclamações dos servidores são sobre as máscaras disponibilizadas para os profissionais, que seriam confeccionadas pela própria unidade com material de TNT. Os denunciantes classificaram como sendo ineficiente, o acessório que é essencial para ajudar a prevenir a infecção por Covid-19. 

Máscaras que estão sendo usadas por profissionais de saúde do HMDO. (Foto cedida ao Portal O Norte)

Os colaboradores ressaltam, que a máscara recomendada para os profissionais que atuam nessa área seriam as de modelo N95, que possui filtro eficiente para retenção de contaminantes presentes na atmosfera e custam hoje no mercado em torno de R$ 90 reais.

Máscara recomendada para profissionais de saúde na linha de frente de combate ao Covid-19. (Foto: Internet)

Estamos aqui colocando nossa vida em risco, trabalhando para ajudar outras pessoas, mas precisamos do mínimo de proteção”, disse a colaboradora lembrando do recente caso de infecção registrado em uma servidora do Ambulatório de Alta Complexidade do Hospital Regional, que teve que ser temporariamente fechado e ainda fez um alerta: “Aqui já temos colegas que estão com sintomas suspeitos e nós estamos aqui porque precisamos trabalhar, para sustentar nossa família”, acrescentou em tom de preocupação. 

Outra denúncia repassada pelos profissionais é relativa ao adicional de insalubridade que, segundo eles deveriam ser pagos na sua integralidade, sendo equivalente a 40% do salário, mas que tal pagamento estaria sendo feito apenas a metade do valor, ou seja 20%. “Não estamos cobrando nada além do que temos direito”, reclamou outro colaborador. 

Os profissionais afirmam ainda que estão sendo pressionados pela chefe do setor de Enfermagem, Sônia Garcia, para trabalhar “sem reclamar” da situação: “Ela disse que se alguém continuar reclamando pode levar a carteira de trabalho para ela dar baixa na diretoria”, afirma uma outra denunciante. 


O Portal O Norte procurou a administração do Hospital e Maternidade Dom Orione e aguarda o posicionamento da unidade sobre as denúncias. 

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