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PALMAS

Unidade socioeducativa ensina menores infratores a fabricar sabão artesanal

12 outubro 2019 - 08h34

Adolescentes do Centro de Atendimento Socioeducativo de Palmas (Case) administrado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria do Estado de Cidadania e Justiça (Seciju), participaram de oficina sobre produção de sabão artesanal, realizada na Escola Estadual Mundo Sócio do Saber. A oficina teve o intuito de conscientizar os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa sobre a importância da reutilização, reciclagem e preservação do meio ambiente, além de ensinar uma nova forma de rentabilidade.

A oficina faz parte de um projeto desenvolvido pela equipe pedagógica da escola e foi ofertada para 15 socioeducandos. Durante a oficina os adolescentes aprenderam sobre o preparo, embalagem e armazenamento do material. O sabão artesanal produzido será utilizado dentro da própria unidade socioeducativa.

Segundo a diretora da escola, Valdelisce Ramos, o aprendizado adquirido pelos adolescentes na oficina ministrada trará aprendizado e uma possibilidade de rentabilidade. “Tudo que vem contribuir para melhoria de vida e para reconstrução da história de vida deles é fundamental, a aprendizagem seja prática ou teórica é o que precisamos para fazer a socioeducação acontecer”, afirmou a profissional.

O Diretor da unidade socioeducativa, Giovani Brito, salienta as ações desenvolvidas são um forte instrumento de ressocialização. “Através desse tipo de atividade conseguimos trabalhar alguns aspectos determinantes para o processo de ressocialização dos adolescentes, como a convivência e o desenvolvimento de trabalhos em grupo partindo de uma necessidade individual. Além da possibilidade de utilização de recursos reutilizáveis disponíveis no ambiente deles, inclusive, em suas residências para geração de renda.  Tais práticas visam ainda um aprendizado capaz de mostrar aos envolvidos que cada indivíduo tem o seu tempo e pode exercer um papel de protagonismo, por mais simples que seja a atividade desenvolvida”, explicou.

A psicóloga da equipe técnica do Case, Talyta Borges, acompanhou os adolescentes durante a oficina e afirmou que ações como a oficina são muito importantes para os adolescentes do sistema socioeducativo. “Isso irá auxiliar na ressocialização desses jovens, para que quando eles saírem tenham possibilidades de outras fontes de renda e consigam mudar de vida “, disse.

O socioeducando E. B. S., 17 anos, teve oportunidade de participar pela primeira vez de uma oficina e relatou que se sentiu criativo ao realizar a fabricação do material artesanal. “Foi muito bom, me senti valorizado tendo acesso a esse tipo de aprendizado, pois ocupei meu tempo e ainda aprendi uma fonte de renda”, explicou o adolescente.

 

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