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HEPATITE B

Veja os principais sintomas de doença silenciosa que pode levar à morte

20 agosto 2019 - 14h59Por Tua Saúde

A hepatite B é uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite B, ou HBV, que provoca alterações no fígado e pode levar ao aparecimento de sinais e sintomas agudos, como febre, enjoos, vômitos e olhos e pele amarelados. Caso a doença não seja identificada e tratada, pode evoluir para a fase crônica, que pode ser assintomática ou ser caracterizada por grave comprometimento grave do fígado, evoluindo para cirrose com alteração na sua função.

A hepatite B é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), uma vez que o vírus pode ser encontrado no sangue, sêmen e secreções vaginais, podendo ser facilmente transmitido para outra pessoa durante a relação sexual desprotegida (sem camisinha). Assim, é possível evitar o contágio por meio do uso de preservativo e da vacinação.

O tratamento da hepatite B varia de acordo com a fase da doença, sendo recomendado na hepatite aguda a realização de repouso, hidratação e cuidados com a dieta, enquanto que na hepatite crônica o tratamento normalmente é feito com remédios prescritos pelo hepatologista, infectologista ou clínico geral.

Transmissão da Hepatite B

O vírus da hepatite B pode ser encontrado principalmente no sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno. Dessa forma, a transmissão pode acontecer através de:

Contato direto com o sangue e secreções de uma pessoa contaminada;
Relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem camisinha;
Utilização de material contaminado com sangue ou secreções como seringas muito usadas em caso de uso de drogas aplicadas diretamente na veia, agulhas e outros instrumentos usados para fazer tatuagens ou acupuntura, assim como material usado para fazer piercings;
Partilha de objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear ou depilar e instrumentos de manicure ou pedicure;
Durante o parto normal ou amamentação, apesar de ser pouco frequente.
Apesar de poder ser transmitido pela saliva, o vírus B geralmente não é transmitido através de beijos ou partilha de talheres ou copos, pois é necessário que exista uma ferida aberta na boca.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da hepatite B é feito através da realização de exame de sangue para detectar a presença do HBV na circulação, bem como a sua quantidade, sendo esses dados importantes para que o médico possa indicar o tratamento.

Além disso, pode ser indicada a realização de exames de sangue para avaliar o funcionamento do fígado, sendo solicitada a dosagem de Transaminase Glutâmico Oxalacética (TGO/ AST - Aspartato aminotransferase), Transaminase Glutâmico Pirúvica (TGP/ ALT - Alanina Aminotransferase), Gama-glutamiltransferase (gama-GT) e bilirrubina, por exemplo. 

Para identificar a presença do vírus no sangue, é feita a pesquisa da presença ou ausência dos antígenos (Ag) e anticorpos (anti) no sangue, sendo os possíveis resultados:

HBsAg reagente ou positivo: infecção pelo vírus da hepatite B;
HBeAg reagente: alto grau de replicação do vírus da hepatite B, que significa que o risco de transmissão do vírus é maior;
Anti-Hbs reagente: cura ou imunidade contra o vírus caso o indivíduo tenha feito a vacinação contra a hepatite B;
Anti-Hbc reagente: exposição prévia ao vírus da hepatite B.
A biópsia hepática também pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico, avaliar o comprometimento do fígado, prever a evolução da doença e a necessidade de tratamento.

Vacina para Hepatite B

A vacina para a hepatite B é a forma mais eficaz de prevenção da doença e, por isso, deve ser tomada logo após o nascimento, até às primeiras 12 horas após o parto, no 2º mês e no 6º mês de vida do bebê, fazendo um total de 3 doses.

Os adultos que não foram vacinados quando crianças podem tomar a vacina, incluindo as gestantes a partir do segundo trimestre de gestação. Nos adultos, a vacina da hepatite B é administrada também em 3 doses, a 1ª pode-se tomar quando se achar necessário, a 2ª após 30 dias e a 3ª após 180 dias da primeira dose. 

O exame que indica a eficácia da vacina contra hepatite B é o Anti-hbs que fica positivo quando a vacina consegue ativar a proteção contra o vírus.

Hepatite B tem cura?

A hepatite B aguda tem cura espontânea, na maior parte dos casos, devido ao próprio organismo criar anticorpos para eliminar o vírus. Contudo, em alguns casos, a hepatite B pode tornar-se crônica e o vírus permanecer no organismo por toda vida.

Na hepatite B crônica há um grande risco de surgirem doenças graves do fígado, como cirrose hepática, insuficiência hepática e câncer do fígado, que podem criar danos irreversíveis no fígado, por isso, nestes casos, os pacientes devem seguir o tratamento indicado pelo médico.

No entanto, com o tratamento a pessoa pode-se tornar portador crônico são, isto é, pode conter o vírus no organismo, mas não ter nenhuma doença hepática ativa, não tendo, neste caso, que tomar medicamentos específicos. Além disso, pacientes com hepatite B crônica podem ficar curados após vários anos de tratamento.

Principais sintomas

O período de incubação da hepatite B é de 2 a 6 meses, por isso, os sinais e sintomas da hepatite B aguda podem aparecer após 1 a 3 meses da contaminação. Os sinais e sintomas iniciais da hepatite B incluem:

  • Enjoos;
  • Vômitos;
  • Cansaço;
  • Febre baixa;
  • Falta de apetite;
  • Dor abdominal;
  • Dor nas articulações e nos músculos.

Os sintomas como cor amarelada na pele e olhos, urina escura e fezes claras significam que a doença está se desenvolvendo e está havendo lesões no fígado. Na hepatite B crônica, a maioria dos pacientes não manifestam nenhum sintoma, porém o vírus continua no organismo e pode ser transmitido da mesma forma.

Como tratar

O tratamento para hepatite B aguda inclui repouso, dieta, hidratação e a não ingestão de bebidas alcoólicas. Se for necessário, a pessoa pode tomar medicamentos para aliviar os sintomas como febre, dores musculares e de cabeça, enjoos e vômitos.

O tratamento para hepatite B crônica, além da não ingestão de álcool e dieta pobre em gordura, inclui remédios antivirais e imunomoduladores como o Interferon e a Lamivudina para prevenir lesões irreversíveis do fígado, que poderão ter que ser tomados por toda a vida.

Contudo, quando é confirmado pelo exame de sangue que o indivíduo portador de hepatite B crônica não tem doença hepática, ele não precisa tomar mais os medicamentos, por isso é que os indivíduos com hepatite B crônica necessitam de realizar exames de sangue com frequência.

Formas de prevenção

A prevenção da hepatite B pode ser feita através das 3 doses da vacina e do uso de preservativo em todas as relações sexuais. O uso da camisinha é muito importante porque existem vários vírus da hepatite diferentes e o paciente que tenha tomado a vacina da hepatite B pode vir a pegar a hepatite C.

Além disso, é importante não compartilhar objetos pessoais, como escova de dentes, lâminas de barbear ou depilar e instrumentos de manicure ou pedicure, assim como seringas ou outros instrumentos cortantes. Se o indivíduo quiser fazer uma tatuagem, piercing ou acupuntura, deve-se certificar que todos os materiais estão corretamente esterilizados.

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