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CARLESSE AFASTADO

Vice Wanderley Barbosa deve assumir ainda hoje o comando do Governo do Tocantins

20 outubro 2021 - 17h02Por Redação

Com a decisão unânime da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou o afastamento do governador Mauro Carlesse, o até então vice, Wanderley Barbosa irá assumir a gestão do Governo do Estado pelos próximos seis meses. 

Barbosa deve tomar posse ainda nesta quarta-feira (20). 

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Wanderlei tem 57 anos e é natural de Porto Nacional, na região central do Estado. Ele começou a carreira política em 1989, quando se elegeu vereador pelo município. Em 1996 migrou para a capital e se elegeu vereador por Palmas, cargo que ocupou por vários mandatos sucessivos até 2010, chegando a presidir a câmara municipal ao longo de quatro anos.

Em 2010 se elegeu para o primeiro de dois mandatos como deputado estadual. Ele permaneceu nesta função até 2018, quando se afastou para disputar a eleição suplementar ao lado de Carlesse como vice-governador na chapa que venceu. A disputa foi convocada por causa da cassação de Marcelo Miranda e Claudia Lelis dos cargos de governador e vice.

Wanderlei é casado com Blandina Vieira Leite Castro e pai de Ygor Leonardo Castro Leite, Rérison Antonio Castro Leite e Rosa Maria Castro Leite. Ele também é filho de Fenelon Barbosa, primeiro prefeito de Palmas, quando a cidade foi fundada em 1989.

Ao longo dos últimos anos, Wanderlei Barbosa trabalhou em sintonia com o governador Mauro Carlesse e evitou se envolver em polêmicas. Ele foi escolhido para encabeçar ações como o combate à queimadas no último período de estiagem, representou o governo em entregas de obras e também em reuniões a que o governador não pode comparecer. Como Carlesse não poderia disputar a reeleição, Wanderlei tenta se viabilizar como pré-candidato à sucessão dele no comando do Poder Executivo.

As operações

O afastamento de Mauro Carlesse ocorre junto com o de secretários para investigações das operações Éris e Hygea. 

A Éris visa desarticular uma suposta organização criminosa, que atuaria na Secretaria de Segurança Pública obstruindo investigações e vazando informações aos investigados. Também está entre os alvos da operação o secretário de Segurança Pública do Tocantins, Cristiano Sampaio, que também foi afastado do cargo por determinação do STJ. 

Em nota oficial, a Polícia Federal afirma que "o governo estadual removeu indevidamente delegados responsáveis por inquéritos de combate à corrupção conforme as apurações avançavam e mencionavam expressamente membros da cúpula do estado" e destacou ainda que "Há ainda fortes evidências da produção coordenada de documentos falsos para manutenção dos interesses da organização criminosa", diz a PF.

Já a Hygea investiga um suposto esquema de pagamento de vantagens indevidas relacionadas ao Plansaúde, plano de saúde dos servidores estaduais. Segundo a PF, a apuração das investigações tiveram início a cerca de 2 anos e a estimativa é de que mais de R$ 40 milhões tenham sido pagos indevidamente a título de vantagens indevidas. Conforme a PF, já foi determinado o bloqueio judicial de R$ 40 milhões. 

O governador Carlesse informou que só deve se manifestar após ter acesso ao teor da decisão. 

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