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COLUNA

Opinião Formada

por Tony Veras
ELEIÇÕES EM ARAGUAÍNA

Dimas perde Elenil após definir chapa com Wagner e Marcus; Rérisson fica fora de qualquer disputa

02 setembro 2020 - 11h02Por Redação

Durante reunião online fechada com a imprensa nesta manhã de quarta-feira (02), o prefeito Ronaldo Dimas (Podemos) que também é presidente estadual da sigla anunciou a chapa majoritária que terá seu apoio na disputa pela prefeitura este ano e respondeu a alguns questionamentos sobre a sua decisão. 

Já no início da reunião, Dimas confirmou seu apoio à chapa encabeçada pelo seu ex-secretário de gabinete, Wagner Rodrigues (SD), que terá como vice o vereador, Marcus Marcelo (PL).

Sobre a escolha de Wagner como pré-candidato, Dimas justificou: "Na nossa administração planejamos um desenvolvimento da cidade para os próximos 20 anos, não imagino nenhum nome que conheça nossa gestão tanto quanto Wagner. Acredito na competência dele e que certamente vai dar continuidade aos grandes projetos em andamento que temos para Araguaína!", disse.

Expectativa Frustrada

A escolha de Wagner como pretenso sucessor já era prevista, mas a surpresa da chapa ficou por conta do candidato à vice, pois outros nomes eram cotados para integrá-la, entre eles o do delegado Rerisson Macedo, que migrou para o Podemos assumindo a posição de presidente do diretório municipal da legenda e acreditava ser um forte candidato à vice pelo grupo liderado por Dimas. 

Vale ressaltar que a expectativa era tanta, que Rérisson não se descompatibilizou à tempo de ser candidato a vereador, ficando dessa forma de fora não só da disputa majoritária como também da proporcional. 

Sobre a decisão que deixou o delegado de lado, o prefeito Ronaldo Dimas destacou: “O Delegado Rérisson vai concordar com isso, vai nos apoiar porque ele tem um futuro blilhante pela frente”, observou. 

Rérisson assumiu o diretório municipal do Podemos e tinha a expectativa de ser candidato a vice. (Foto: Divulgação)

Aliança Quebrada

A decisão de Dimas também resultou no rompimento de uma aliança política de quase uma década com o deputado estadual, Elenil da Penha (MDB) e que começou nas eleições de 2012 com sua indicação de Fraudineis Fiomare (PSC) como candidato a vice por duas vezes consecutivas. 

Na reunião de hoje ao ser questionado por nossa coluna, Dimas destacou que Elenil de fato seria um candidato natural a ser apoiado, contudo, pesou em sua decisão a questão partidária. Por não ter o controle da legenda no município ele decidiu escolher a via segundo ele, mais favorável no momento. 

Elenil por sua vez, não escondeu sua insatisfação com os rumos tomados pelo líder do Podemos para as eleições deste ano. Em entrevista ao Portal O Norte, o deputado confirmou o rompimento com Dimas, que ligou para ele na tentativa de construir um entendimento sobre o assunto. Elenil disse que a conversa foi tranquila mas decidiu não apoiar a composição definida por ele: “Nesse palanque eu não subo, é um projeto que eu não acredito, penso em Araguaína com uma visão maior, não como um projeto político pessoal”. 

Sobre essa questão, o deputado estadual garante que deixa o grupo de Dimas sem mágoas mas alfineta: “Sou companheiro de verdade, mas não sou ligado a grupo político de ninguém, meu comandante é o povo!


Ainda em relação à disputa pela prefeitura, Elenil da Penha se coloca como pré-candidato mas não descarta composição ou apoio a aliados. Questionado por nossa coluna sobre a possibilidade de apoiar a pré-candidatura do também deputado estadual Jorge Frederico ao pleito, o parlamentar disse sem titubear: “Temos uma aliança de anos e com certeza não descarto apoio a ele, porque acredito que Araguaína precisa de alguém que conheça de verdade nosso povo, não o contrário”. 

Grupo Político

Por outro lado, com perdas e ganhos, Dimas segue nas articulações em torno das eleições em Araguaína a atualmente conta com um grupo composto por 8 partidos e cerca de 150 pré-candidatos a vereadores. O gestor se diz confiante e otimista: “Vamos trabalhar para o Podemos fazer a maioria na Câmara e há grande possibilidade de vencermos a majoritária, mas campanha é convencimento!”, concluiu.

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