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COLUNA

Opinião Formada

Bethânia afirma “Não sou cachorro pra assumir candidatura em última hora”

16 dezembro 2010 - 20h55

Nem Gipão (PR), Terezona (PR), Bethânia (PP) e nem Gideon (PMDB), o favorecido ao pleito e reeleito presidente da Câmara Municipal de Araguaína foi o vereador Elenil da Penha (PMDB), graças ao vereador Marco Aurélio, o Baldão (DEM), que deixou de apoiar Gipão para dar o voto minerva no último momento ao atual presidente.

À boca pequena comentam-se os motivos pelos quais o vereador “abandonou o barco” da base aliada e projetou a eleição de Elenil: Baldão, nada mais nada menos que: “deu o troco” no vereador Gipão, pois este há dois anos havia feito o mesmo com ele. Portanto, depois de fechado a proposta de eleger o candidato siqueirista, Baldão mandou “às favas” seu apoio a Gipão e elegeu Elenil.
 

Sentindo então um clima de rivalidade no ar, observamos as controvérsias das falas dos candidatos em suas entrevistas ao Portal com a realidade exposta “nua e crua” minutos antes da votação. Bethânia afirmou que “Ninguém aqui é inimigo de ninguém” e Gideon ressaltou a forma “harmoniosa” com que se trabalhavam os vereadores. Mas no final das contas, duas chapas e em cima da hora, Baldão revela sua fria vingança contra Gipão.


Mas alguém poderia ter mudado o rumo desta história: o vereador Divino Bethânia. Poderia, mas não mudou e em entrevista exclusiva ao portal O Norte explicou claramente os motivos que o levaram a não ser o candidato representante da sua base aliada.
 

Relembrando

Bethânia se colocou como forte candidato até o último momento, mas explica que às 23h:00 da noite que antecedeu a eleição, retirou sua candidatura e selou um acordo com o vereador Elenil da Penha para apoiá-lo e fazer parte de sua chapa como 1º secretário. “Eu sempre trabalhei com o consenso desde o início e o consenso caminhava ou para o Elenil votar em mim para presidente ou eu votar nele”, disse.


Com o acordo, Bethânia garantiu que seu grupo político e partido estivesse representado na chapa: “Pela representatividade do meu grupo que é o do governador Siqueira (PSDB), eu aceitei a proposta sem nenhum atropelo, mágoa e com muita tranqüilidade” afirma.


Bethânia explicou mais dois dos principais motivos que o levaram a não apoiar seus aliados. Primeiro ressaltou que, baseado em suas convicções, ideais e perfil de trabalho, o seu apoio seria para o vereador Elenil por qualificá-lo como mais transparente que o adversário: “Eu quero que os balancetes sejam votados, quero que haja transparência no serviço público de Araguaína e continuar cobrando da gestão Municipal o serviço que nossa cidade precisa e o acordo que eu tenho com Elenil nesse tipo de tema é a liberdade para continuar fazendo aquilo que eu faço: criticando quando tenho que criticar e votando favorável quando for preciso” pontuou.


Bethânia lembra que os balancetes citados que precisam ser votados incluem os da gestão da ex-prefeita Valderez Castelo Branco (PP), daí o motivo pelo qual ele se refere à necessidade da transparência duvidosa por parte do Gipão se ele fosse eleito presidente, isso porque segundo Bethânia, há uma forte ligação política entre o vereador e a ex-prefeita.

Outro motivo que Bethânia ressaltou resumiu-se em apenas uma frase: “Não sou cachorro pra assumir candidatura em última hora”, mas ele explica: No dia da votação, quarta-feira, 15, quando o grupo que apoiava a candidatura de Gipão se viu sem saída com a debandada de Baldão, recorreu a Divino Bethânia, que nem titubeou para dar a resposta, “Simplesmente disse não! Já havia selado um acordo com Elenil e acredito que foi a melhor escolha que pude fazer” finaliza.

Por fim, a eleição que era dada como certa na Câmara pelo grupo siqueirista foi desarticulada e “voou pelos ares”, juntamente com o apoio de Baldão ao vereador Gipão.
 

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