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DEMISSÃO

Roberto Oliveira deixa o Tourão após polêmica do último jogo

05 setembro 2011 - 19h08

Ricardo Sottero
Da Redação


A última derrota do Araguaína Futebol e Regatas por dois a um para o Águia de Marabá, no Pará, pela 8ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, praticamente sacramentou o rebaixamento do Tourão do Norte para a Série D, em 2012. Entretanto, um fato decisivo marcou esta última partida. No dia do embarque dos jogadores, na manhã do sábado, dia 3, o técnico Roberto Oliveira recusou-se a viajar com a equipe. A justificativa, segundo o vice-presidente do Araguaína, Antônio Martins, foi que o ônibus não possuía ar-condicionado.


A justificativa do técnico
Nossa equipe de reportagem entrou em contato com Roberto, que disse que havia uma programação para que a equipe viajasse na sexta, dia 2, mas a diretoria alegou problemas financeiros e o time só pode ir no sábado. O treinador disse que não gosta de viajar no mesmo dia do jogo por causa de possíveis imprevistos, mas que mesmo assim concordou com a decisão porque a diretoria garantiu um ônibus confortável para os jogadores. Roberto reiterou que já estava pensando no descanso e na recuperação dos jogadores para a partida desta quarta, pelo Estadual.

No dia da viagem, o ônibus que foi buscar os jogadores não condizia com o prometido pela diretoria, segundo Roberto, e ele considerou esta atitude uma falta de respeito profissional. Além disso, o treinador afirmou que o episódio da viagem foi “o pingo d’água que faltava para virar o copo”. Ele alega ter enfrentado vários problemas com os jogadores, entre eles greves e resistência para partidas amistosas.

O lado da Diretoria
Com relação à denúncia sobre uma suposta greve dos jogadores, o gerente supervisor do Araguaína, Claudi Marinho da Costa, disse à nossa equipe de reportagem que a diretoria cumpriu com todas as pendência salariais existentes antes do jogo contra o Rio Branco, em Araguaína, no dia 20 de agosto. Já sobre a recusa dos jogadores em relação a jogos amistosos, Claudi disse que, na época, a equipe estava reduzida, com apenas 16 jogadores, e havia um temor de enfrentar o Tocantinópolis em um jogo treino com o time despreparado. Uma eventual derrota seria um balde de água fria no ânimo dos atletas.

Claudi também afirmou que em uma última conversa que os jogadores tiveram com o presidente do time, após a derrota para o Águia, no último sábado, nenhum jogador reclamou das condições da viagem e nem fez menção de desagregar a equipe. O gerente supervisor ainda acrescentou que, na primeira fase do campeonato, os jogos contra a Luverdense, em Mato Grosso, e contra o Rio Branco, no Acre, custaram para a diretoria cerca de 85 mil reais só com despesas de viagem, já que a equipe seguiu de avião para as partidas. E mesmo assim o time voltou com duas derrotas. “A viagem não é motivo para justificar as derrotas”, completa Claudi.

O dia do jogo
O time foi para Marabá sem treinador e acabou comandado pelo preparador físico, Serginho. Mesmo com a derrota, a diretoria considerou que o time teve um ótimo desempenho se comparado aos últimos jogos, e os dois gols sofridos aconteceram por “falta de sorte”, segundo o vice-presidente, que também destacou o desempenho do jogador Jordson.

Demissão
A atitude de Roberto Oliveira culminou com sua saída da equipe. Agora a diretoria já cogita o nome de Valter Lima, ex-técnico do Paysandu (PA), Remo (PA) e São Raimundo (PA) para assumir o time. O Tourão joga novamente nesta quarta-feira, 7 de setembro, pela primeira rodada da Segunda Divisão do Estadual, contra o Colinas, no Estádio Mirandão, às 18 horas. E no domingo, 11, o desafio é contra a Luverdense, de Lucas de Rio Verde, Mato Grosso, também no Mirandão, pela penúltima rodada da Série C do Brasileiro.




 

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