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SEM NOVOS FATOS

Após reavaliação, justiça decide manter prisão da influenciadora Karol Digital

26 novembro 2025 - 20h03Por Da Redação

A Justiça da 1ª Vara Criminal de Araguaína manteve a prisão preventiva da influenciadora Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, e de seu namorado, Dhemerson Rezende Costa. A decisão faz parte da reavaliação obrigatória prevista no artigo 316 do Código de Processo Penal, que determina nova análise a cada 90 dias.

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O juiz concluiu que não houve nenhum fato novo capaz de alterar o cenário que justificou o encarceramento decretado em agosto de 2025.

ESQUEMA MOVIMENTOU MAIS DE R$ 217 MILHÕES, DIZ INVESTIGAÇÃO

O despacho reafirma os fundamentos da decisão original e aponta a permanência de indícios consistentes de que o grupo operava um esquema envolvendo exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, crimes contra a economia popular, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e associação criminosa.

As investigações apontam movimentação superior a R$ 217 milhões entre 2019 e 2025.

RISCOS À ORDEM PÚBLICA E À INSTRUÇÃO CRIMINAL

Segundo o juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra, a liberdade dos investigados representaria risco concreto à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal.

A decisão destaca elementos como movimentação financeira milionária incompatível com a renda declarada, uso de empresas de fachada e laranjas, transferência de bens para ocultar patrimônio, tentativa de dissipação de ativos, adulteração de provas e manipulação de testemunhas. Também afirma que o poder econômico da organização poderia financiar fuga.

O impacto social das condutas, que segundo a investigação inclui prejuízos financeiros e quadros de depressão entre vítimas, também foi citado como ameaça à ordem econômica.

PAPÉIS DOS ENVOLVIDOS NO ESQUEMA

Maria Karollyny (Karol Digital)

Apontada como figura central da organização, é investigada por jogo de azar, lavagem de capitais, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e associação criminosa. A decisão menciona ocultação de bens de alto valor e registros de conversas sugerindo práticas de corrupção.

Dhemerson Rezende

A decisão aponta que ele recebeu R$ 159 mil diretamente de Karol e movimentou R$ 9,49 milhões entre 2019 e 2024 sem declarar Imposto de Renda. Há indícios de que suas contas eram utilizadas para saques de recursos ilícitos e operações de lavagem de dinheiro.

SEM ELEMENTOS PARA REVOGAÇÃO DA PRISÃO

O magistrado concluiu que todos os fundamentos da prisão preventiva permanecem válidos e afirma que “não existem fatos novos que recomendem sua reversão”.

Karol segue presa na Unidade Penal Feminina de Ananás, e Dhemerson permanece detido em Araguaína. Também são réus no processo a mãe da influenciadora, Maria Luzia Campos de Miranda, e o empresário Cristiano Arruda da Silva.