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Falso ganhador que aplicou golpe de mais de R$ 73 milhões na loteria é condenado pela Justiça

14 maio 2021 - 08h37Por Redação

Os acusados de aplicar golpe milionário contra a Caixa Econômica Federal foram condenados pela Justiça Federal. O caso aconteceu em dezembro de 2013, na cidade de Tocantinópolis, no norte do Estado.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) Márcio Xavier Lima se passou por ganhador da Lotofácil e conseguiu levar mais de R$ 73 milhões do banco. Para isso, ele teria contado com a ajuda do então gerente da agência, Robson Pereira do Nascimento, para completar a fraude.

Além disso, Márcio Limas também teria contado com a ajuda de mais quatro pessoas para fazer a lavagem e ocultação do dinheiro. Foram condenados Alberto Nunes Tugeiro Filho, Antônio Rodrigues Filho, Ernesto Vieira de Carvalho Neto e Talles Henrique de Freitas Cardoso.

As penas dos condenados variam de cinco a 13 anos de prisão, além de multa. Um dos acusados, Paulo André Pinto Tungeiro, foi inocentado, pois para a Justiça não houve provas de seu envolvimento.

O MPF informou que irá recorrer para que as penas sejam maiores e que a decisão de absorver Paulo Tungeiro seja revisada.

O golpe

O crime foi descoberto durante a Operação Éskhara, da Polícia Federal. A fraude teria sido planejada por três meses. O grupo apresentou uma Declaração de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto) falsa ao banco.

Esse documento é emitido pela Caixa, apenas quando será feito o pagamento de bilhete premiado da loteria. O MPF disse que Márcio Lima foi até a agência e foi atendido pessoalmente por Robson, mesmo ele estando de férias.

O gerente usou as próprias senhas para acessar os sistemas do banco e receber o envelope com o documento falso. O concurso referente ao prêmio foi realizado em 5 de dezembro de 2013.

O gerente ainda teria aberto uma conta com um nome falso para Márcio Xavier e realizado uma transferência. Após isso, foram feitas 15 novas operações para outras nove contas, tentando despistar a origem do dinheiro.

Os criminosos ainda teriam feitos outras dezenas de transferências financeiras menores, comprado sete veículos 0 km e até um avião, para ocultar o dinheiro. Na época, a fraude foi considerada a maior da história da Caixa Econômica.

 

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