A Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher de Araguaína converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de um homem investigado por crimes praticados contra a ex-companheira no município.
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A decisão atendeu a pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO), com manifestação do promotor de Justiça Matheus Eurico, da 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína.
INVASÃO, AMEAÇAS E SEQUESTRO
De acordo com as investigações, o suspeito não aceitou o fim do relacionamento e, na manhã do dia 4 de fevereiro, entrou na casa da vítima após contratar um chaveiro para abrir a porta do imóvel.
Em posse de uma faca, ele teria obrigado a mulher a acompanhá-lo, colocando-a à força dentro de um veículo e saindo com ela pela cidade.
AGRESSÕES E TENTATIVA DE DISPARO
Durante o trajeto, a vítima permaneceu sob constante ameaça.
Segundo os autos, ela sofreu agressões com faca e também foi atingida por golpes com uma arma de fogo.
Há registro de que o investigado tentou efetuar um disparo, que não ocorreu por falha no armamento. Mesmo assim, ele teria reiterado ameaças de morte ao longo de todo o percurso.
AÇÃO DA POLÍCIA E PRISÃO EM FLAGRANTE
A ocorrência teve desfecho após atuação da Polícia Militar, que localizou o veículo, cercou o imóvel para onde a vítima foi levada e realizou a prisão em flagrante.
No local, foram apreendidas armas de fogo, munições, uma faca e entorpecentes.
DECISÃO JUDICIAL E POSICIONAMENTO DO MPTO
No parecer encaminhado ao Judiciário, o Ministério Público destacou a gravidade dos fatos, o risco de reiteração das condutas e a necessidade de garantir a integridade física e psicológica da vítima.
O órgão afirmou que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes diante da violência empregada.
Com a decisão, o investigado permanece preso de forma preventiva enquanto o caso segue sob apuração.
O MPTO reforçou que situações de violência doméstica devem ser comunicadas às autoridades e ressaltou a importância da atuação integrada no acolhimento das vítimas.






