A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins, concluiu a investigação que apurou a criação de um perfil falso em rede social utilizado para difamar e injuriar uma mulher de 37 anos junto a pessoas do seu ambiente de trabalho.
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O caso teve início no fim do mês de novembro, quando clientes do estabelecimento onde a vítima trabalha passaram a receber mensagens ofensivas, enviadas por um perfil desconhecido, atribuindo a ela qualidades negativas e fatos desabonadores.
REGISTRO DA OCORRÊNCIA
Após tomar conhecimento da situação, a vítima procurou a delegacia e registrou boletim de ocorrência. A partir disso, a Polícia Civil iniciou diligências para identificar a autoria das mensagens e esclarecer as circunstâncias do crime.
Durante a apuração, os investigadores constataram que o perfil falso foi criado com o uso indevido de dados pessoais de terceiros, estratégia adotada para tentar ocultar a identidade da responsável e dificultar sua responsabilização criminal.
AUTORIA IDENTIFICADA
No decorrer das investigações, foi identificada como autora uma mulher de 32 anos, ex-colega de trabalho da vítima. Localizada e ouvida na delegacia, ela confessou a criação do perfil falso e o envio das mensagens.
Em depoimento, a investigada alegou que acreditava ter sido prejudicada pela vítima no ambiente profissional, o que teria motivado a prática dos crimes.
CRIMES VIRTUAIS TÊM CONSEQUÊNCIAS
O delegado titular da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso, José Lucas Melo, destacou que ainda é recorrente a falsa sensação de anonimato no ambiente virtual.
Segundo ele, muitas pessoas acreditam que podem cometer crimes na internet sem serem responsabilizadas, mas as investigações demonstram que práticas criminosas no meio digital geram consequências no mundo real.
ENCAMINHAMENTO DO CASO
Com a conclusão do procedimento policial, a autora foi indiciada pelos crimes de injúria, difamação e falsa identidade. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para adoção das providências cabíveis.


Responsável pela criação de perfil é ex-colega de trabalho que acreditava que a vítima teve participação em sua demissão - Crédito: Divulgação PC-TO


