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Mulher grávida é agredida e roubada dentro de maternidade no Tocantins

08 setembro 2020 - 15h59Por G1 Tocantins

Uma funcionária do Hospital Materno Infantil Tia Dedé, em Porto Nacional, teve o celular roubado e foi agredida por um criminoso na madrugada desta terça-feira (8), dentro da unidade. De acordo com uma servidora que não quis se identificar, a mulher, que está grávida, levou um soco no rosto ao pedir para o homem ter calma. A Polícia Militar (PM) esteve no local.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que se solidariza com os profissionais e que o processo licitatório para contratação de empresa de segurança para as unidades de saúde do Estado está em tramitação. (Leia abaixo a nota na íntegra)

Os funcionários contam que o assalto aconteceu por volta de 2h. Por causa da insegurança, a unidade costuma ficar com as portas trancadas durante a madrugada e, como não houve arrombamento, a suspeita é que o criminoso tenha entrado no hospital pelo muro dos fundos.

O homem teria invadido a sala de descanso, abordado duas funcionárias grávidas e anunciado o assalto. Depois de agredir uma mulher, ele pegou o celular de uma das vítimas e saiu correndo.

"Elas ficaram em desespero e começaram a pedir socorro. A gente, que estava em outra sala, achava que era alguém ganhando neném. Todo mundo correu e se trancou. Foi um momento de desespero", disse uma funcionária.

Em junho deste ano o Governo dispensou licitação para contratar, de forma emergencial, uma empresa de segurança para atuar nas unidades hospitalares do Tocantins, mas funcionários afirmam que ainda não há equipes nas unidades.

É que, conforme a denúncia, não é a primeira vez que um assalto foi registrado no lugar. Casos de furto, roubo e vandalismo também já acontecerem em outras unidades públicas do estado. Os profissionais que trabalham no período noturno ficam com medo e pedem mais segurança.

"Isso já vem ocorrendo várias vezes. Com acompanhante, funcionário da recepção, dentro dos alojamentos. Pacientes já tiveram pertences roubados. Está muito preocupante. Estamos com muito medo e nós trabalhamos com recém-nascidos. É muito perigo".

O que diz a Secretaria Estadual de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) se solidariza com os profissionais de saúde que estão neste momento em árduo trabalho para salvar as vidas dos tocantinenses e que tiveram seus veículos danificados ou furtados, situações como esta são lamentáveis.

A SES esclarece ainda, que o processo licitatório para contratação de empresa especializada em serviços de segurança e vigilância patrimonial, para atender as Unidades de Saúde do Estado, já foi iniciado e está em plena tramitação. Contudo, mesmo diante da urgência, em decorrência da pandemia do coronavírus, há etapas do processo administrativo que não podem ser sucumbidas. Impende ressaltar a firme obediência às normas vigentes, o respeito e responsabilidade com o dinheiro público, como também, as rígidas orientações dos órgãos de controle, entre os quais, o TCE e o MPE.

Já a Polícia Militar do Tocantins (PMTO) esclarece que realiza policiamento ostensivo e preventivo em todas as áreas e, quando acionada, atua nas unidades de saúde do Estado e municípios.

A respeito da ocorrência no Hospital e Maternidade Dona Dedé, em Porto Nacional, a PM informa que está fazendo diligências a fim de localizar o suspeito.

Outros casos

Há anos, servidores e pacientes vem cobrando do governo a contratação de vigilância armada nos hospitais. Pacientes e servidores do Hospital Geral de Palmas (HGP) também sofrem com a insegurança. Em fevereiro deste ano furtos de veículos foram registrados no estacionamento da maior unidade de saúde pública do estado.

Uma enfermeira disse que o carro foi alvo de furtos três vezes no estacionamento do HGP. Outra funcionária da unidade teve o carro arrombado ficou com prejuízo. Os criminosos levaram pneu estepe, cadeirinha de criança, carteira, entre outros objetos.

Já no Hospital Regional em Araguaína um vândalo danificou a lataria de veículos e cortou banco de motocicletas que estavam na porta da unidade. Os servidores só perceberam o crime na hora que estavam deixando o plantão.

No ano passado vários crimes também foram registrados em unidades públicas estaduais. Além disso, detentos que estavam internados no Hospital Regional de Araguaína e no Hospital de Doenças Tropicais conseguiram fugir.

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