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Após denúncia do MPE presos são transferidos para o interior

28 junho 2011 - 09h26

Na noite dessa segunda-feira, 27, no cumprimento de uma determinação Judicial, expedida no final da manhã, as Policias Civil e Militar realizaram a transferência de nove presos da CPPA para cidades do interior do Estado. A decisão saiu após o Ministério Público denunciar as irregularidades como superlotação, falta de higiene e as péssimas condiçoes do local.

Faltavam dez minutos para as 22:00 horas quando a ordem judicial foi cumprida. Após revista com detector de metal, os nove detentos saíram da delegacia, três deles entraram no Gol da Polícia Civil e os outros três noutro carro do mesmo modelo. Já os últimos três foram numa Blazer da DEIC. Um comboio de cinco viaturas saiu com destino às cidades do interior, porém os locais não foram divulgados por medida de segurança. A polícia recolheu um canivete que estava em posse de um dos homens.

Os transferidos estavam na antiga central de Flagrante, que foi realocada para a Delegacia Regional, com a finalidade de abrir espaço a novos detentos. A superlotação chegou ao nível critico, pois não havia lugar para receber mais ninguém e pelo menos quatro presos ficavam algemados na recepção, sendo que um deles estava nessa situação há treze dias. Um jovem que se encontra algemado pelo pé no banco da recepção, com o forte calor passou mal no início da tarde e foi conduzido ao Hospital, mas horas depois retornou para o local.

Segundo o MPE na Casa de Prisão Provisória de Araguaína havia 14 pessoas numa cela de 6 metros quadrados, sob um calor de pelo menos 35º e em precárias condições de higiene porque o esgoto está entupido. Na saída alguns dos transferidos reclamaram do calor, do mal cheiro nas celas e da comida.

De acordo com a Justiça os presos iriam para o estádio Mirandão, ficar alojados no vestiário e sob um forte esquema de segurança, mas o delegado de plantão, José Anchieta, descartou essa possibilidade ainda durante a da tarde. Então nove detentos foram para presídios do interior do estado, quatro foram relocados da recepção para a CPPA e uma quantia ainda não divulgada será transferida durante a semana.

Tentativa de Rebelião
No começo da tarde houve início a uma rebelião. Dezenove detentos tentaram arrombar a cela, mas foram controlados pela Polícia. Ao final do motim, somente a grade ficou torta e não quebrou nada.

Superlotação na CPPA
Embora a prisão passe por reformas com a construção de novas celas, mas com a destruição do presídio Barra da Grota numa rebelião e o constante crescimento do número de presos, possibilitou a superlotação da casa, que apesar de ser provisória, está sendo ocupada por homens já condenados e que cumprem pena por roubo, estupro, seqüestro e homicídio. Segundo informações, um homossexual também está preso numa das celas.

O sistema penitenciário do Tocantins se encontra numa situação de verdadeiro abandono. Entra e sai governo, porém não são tomadas medidas enérgicas que resolvam de fato os problemas. As condições vividas pelos presos são subumanas e constantemente se registram rebeliões e fugas nos presídios tocantinenses. O sistema prisional do Tocantins é um modelo ultrapassado, pois os detentos cumprem pena, mas não são ressocializados. (Do Araguaína Notícias)

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